- O Hub de Inteligência Artificial do Senai, em Londrina, conecta ciência e mercado, desenvolve softwares sob medida e forma profissionais qualificados.
- A capina automatizada usa robô com sensores ópticos para distinguir culturas de ervas daninhas e remover o mato sem venenos.
- Tratores com GPS e dados de satélite operam em piloto automático, aumentando a precisão e fazendo do motorista um supervisor do sistema.
- Vantagens financeiras incluem economia de até sete por cento em sementes e fertilizantes; a soja orgânica com IA pode valer cerca de trinta e cinco por cento a mais; drones reduzem o uso de agrotóxicos.
- Instituições como a Embrapa usam IA e aprendizado profundo para analisar dados, detectar doenças, prever produtividade e classificar qualidade do solo.
O Hub de Inteligência Artificial do Senai, criado em Londrina, Paraná, funciona como ponte entre ciência e mercado. O centro desenvolve softwares e sistemas sob medida para indústrias e forma mão de obra qualificada para operar as inovações no dia a dia das empresas.
O objetivo é acelerar a adoção de tecnologia no agronegócio estadual. Além de criar soluções, o hub capacita profissionais, fortalecendo o ecossistema local de inovação. O projeto envolve parceria entre academia, indústria e instituições públicas.
Hub de IA do Senai em Londrina
O hub atua como facilitador para a implementação de soluções digitais no campo, conectando pesquisas a aplicações comerciais. O foco está em transformar dados do campo em ferramentas operacionais para produtores e cooperativas.
Capina automatizada e uso de satélites
Um robô com sensores ópticos identifica culturas e ervas daninhas, realizando a capina entre as linhas sem herbicidas. A tecnologia atende ao segmento orgânico, reduzindo impactos ambientais e custos de manejo.
Satélites ajudam no trabalho de tratores com GPS e piloto automático. A precisão das rotas evita passos repetidos e falhas no plantio, elevando a qualidade da operação e reduzindo necessidade de intervenção humana direta.
Vantagens econômicas e ecológicas
A precisão diminui desperdícios de sementes e fertilizantes, gerando economia de até 7% nos custos. Em soja orgânica, projeção de valorização chega a 35% em relação à soja convencional.
Drones soltam agentes biológicos contra pragas, diminuindo o uso de agrotóxicos. A prática ajuda a preservar o solo e a qualidade do produto final, alinhada à produção sustentável.
Uso de dados pelas instituições
Órgãos como a Embrapa empregam IA para processar grandes volumes de dados do campo. Deep learning analisa imagens de satélite para detectar doenças, prever produtividade e classificar solo, auxiliando decisões logísticas e comerciais.
Fonte: Gazeta do Povo.
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