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Pedaço esquecido de foguete SpaceX pode colidir com a Lua; confira quando

Estágio superior de Falcon 9, deixado em órbita após missão lunar de 2025, pode colidir com a Lua em 5 de agosto, próximo à cratera Einstein

Foguete da SpaceX — Foto: Getty Images
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  • Estágio superior de 13,8 metros de um Falcon 9, lançado no início de 2025 para levar dois módulos lunares, Blue Ghost e Hakuto-R, está em rota de colisão com a Lua.
  • A colisão é prevista para 5 de agosto, por volta das 2h44 (horário de Brasília), na região próxima à cratera Einstein, entre as faces visível e oculta da Lua.
  • O pesquisador Bill Gray afirma que não há risco para missões em curso nem para a Lua; o caso evidencia o descarte de lixo espacial.
  • O objeto foi observado mais de mil vezes nos últimos doze meses, o que permitiu calcular sua trajetória; a pressão da radiação solar pode alterar levemente a rota.
  • A colisão ocorreria a aproximadamente 8.700 km/h, podendo gerar uma nova cratera útil para estudo futuro; o relatório ainda não passou por revisão formal.

Um estágio superior de um Falcon 9, parte de uma missão lançada no início de 2025 para levar duas espaçonaves lunares, estaria em rota de colisão com a Lua no segundo semestre. O fragmento foi deixado em órbita após a missão e pode atingir a superfície lunar em 5 de agosto, por volta das 2h44, no horário de Brasília. A área prevista fica próxima à cratera Einstein, na fronteira entre as faces visível e oculta da Lua.

A peça descartada, com 13,8 metros de comprimento, pertence ao veículo que transportou o módulo Blue Ghost, da Firefly Aerospace, e o Hakuto-R, da ispace. O Blue Ghost pousou na Lua em março de 2025; o Hakuto-R perdeu contato e caiu na superfície lunar em junho do mesmo ano. O estágio foi observado mais de mil vezes por observatórios ao longo do último ano, permitindo calcular com maior precisão a trajetória.

O pesquisador Bill Gray, que coordena o estudo, aponta que o movimento de lixo espacial é previsível, sujeito principalmente à gravidade da Terra, da Lua e do Sol. A radiação solar pode ajustar levemente a rota, sem alterar significativamente o horário ou o local da colisão. Gray ressalta a falta de uma infraestrutura atual para lidar com esse tipo de descarte.

O impacto deve gerar uma cratera, porém com brilho fraco demais para ser detectado da Terra mesmo com telescópios de grande porte. A velocidade prevista é de cerca de 8.700 km/h, o que permite analisar a marca deixada na superfície lunar. Em 2022, Gray já havia previsto com acerto semelhante a queda de outro fragmento de foguete.

O episódio reforça o debate sobre gerenciamento de lixo espacial diante de missões lunares futuras. Estados Unidos preparam o programa Artemis e a China tem metas para 2030. Especialistas defendem medidas para evitar que estágios abandonados permaneçam em órbita da Terra e da Lua, com a opção de redirecioná-los a órbitas solares.

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