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Realidade virtual é tão real quanto o mundo físico para o cérebro, dizem da UCL

Pesquisas da University College London mostram que a percepção em realidade virtual utiliza as mesmas estruturas cerebrais da realidade física, com implicações terapêuticas

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  • Pesquisadores da University College London mostram que a mente não distingue necessariamente realidade física de simulação; para o cérebro, a realidade virtual pode ser tão real quanto o mundo ao redor.
  • O estudo, publicado na Perspectives on Psychological Science, sustenta que os mesmos processos cognitivos constroem imagens de espaços reais e virtuais, sem um “interruptor” específico.
  • Quando imagens e sons respondem sincronizadamente aos movimentos, o cérebro interpreta a cena como verdadeira, gerando respostas como suor e aceleração do coração.
  • Áreas frontolímbicas, como córtex pré-frontal, ínsula e amígdala, reagem às ilusões multissensoriais, indicando codificação similar da experiência corporal.
  • A descoberta tem implicações médicas, fortalecendo o uso da realidade virtual em terapias de exposição e tratamento de fobias e despersonalização.

O estudo aponta que a realidade virtual pode ativar as mesmas áreas cerebrais que o mundo físico, segundo psicofisiologistas da University College London (UCL). A pesquisa, publicada na Perspectives on Psychological Science, questiona a ideia de que a mente distingue separadamente os ambientes virtuais e reais.

Da equipe da UCL, pesquisadores mostraram que o cérebro não usa um botão para diferenciar espaço simulado. Os mecanismos que constroem a percepção real no quarto utilizam os mesmos fundamentos usados para imaginar cenários artificiais.

Publicado recentemente, o trabalho analisa como a mente valida estímulos visuais e sonoros sincronizados aos movimentos corporais. Quando as respostas são coherentes, a percepção é interpretada como válida, mesmo sem contato com o mundo físico.

Como funciona na prática

Ao caminhar em uma tábua de arranha-céu simulada, a visão, o equilíbrio e o som convergem para sinalizar perigo. No VR, os algoritmos do sistema nervoso central repetem esse processo, gerando sensação de autenticidade mesmo em ambiente doméstico.

A resposta envolve áreas frontolimbicas, como córtex pré-frontal, ínsula e amígdala. Em ambientes imersivos, essas regiões regulam emoções e decisões rápidas diante de estímulos digitais.

A partir de dados multissensoriais, a equipe observa que a experiência de imersão segue as regras biológicas de construção de realidade. O estudo cita referências clássicas sobre ilusões de lugar em ambientes simulados para sustentar a análise.

Implicações e próximos passos

Os resultados ajudam a entender aplicações médicas da realidade virtual, incluindo tratamentos de despersonalização e desrealização, bem como terapias de exposição para fobias. A fidelidade sensorial facilita protocolos de tratamento sob supervisão clínica.

Pesquisas futuras devem comparar ambientes virtuais com maior complexidade, buscando mensurar reações neurais e o potencial terapêutico em diferentes pacientes. Os pesquisadores mantêm o foco em como moldar a recuperação mental com estímulos sofisticados.

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