- Estudo publicado na Royal Society Open Science aponta queda no tamanho do cérebro de cães em relação aos lobos há cerca de cinco mil anos, no período neolítico.
- Pesquisadores analisaram crânios de cães e lobos de mais de trinta e cinco mil anos e compararam com imagens atuais.
- A redução estaria associada ao início da vida em comunidades agrícolas e à convivência com humanos, indicando adaptação para esse convívio.
- A drástica diminuição do tamanho cerebral no neolítico sugeriria usos do cão para alertar sobre ameaças, além de funções como coletar carcaças e facilitar acesso à carne.
- Ao longo do tempo, cães desenvolveram reações mais rápidas e maior sensibilidade a estímulos, contribuindo para proteger tutores e ajudar em atividades diárias.
Os cães mostraram uma redução no tamanho do cérebro em relação aos lobos há cerca de 5.000 anos, segundo estudo publicado na Royal Society Open Science. A pesquisa usa vestígios arqueológicos para comparar crânios de cães e lobos com dados atuais.
Os cientistas analisaram fósseis de mais de 35 mil anos e imagens modernas para entender a evolução cerebral durante a domesticação. O foco foi o período em que os humanos passaram a se estabelecer em comunidades agrícolas.
Contexto histórico e método
Segundo a pesquisa, a queda no volume cerebral coincide com o início da vida em assentamentos estáveis. Os autores sugerem que as adaptações facilitariam a convivência com pessoas, reduzindo a necessidade de cérebro maior para funções complexas.
Possíveis funções associadas
Os pesquisadores apontam que cães passaram a apresentar respostas mais rápidas e sensibilidade maior a estímulos. Essas mudanças teriam fortalecido sinais de alerta e a cooperação com humanos em atividades diárias, como caça e indicação de alimento.
Implicações da descoberta
Os resultados indicam que a domesticação moldou características comportamentais e cerebrais dos cães ao longo de milênios. A pesquisa ressalta a relação entre ambiente humano, hábitos de convivência e evolução cerebral dos cães.
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