- EUA testam pela primeira vez o MQ‑25A Stingray, drone de abastecimento aéreo, com objetivo de ampliar o alcance de jatos no convés.
- A ideia é gradualmente substituir o uso do F/A‑18E/F Super Hornet no reabastecimento, aumentando a distância que caças conseguem operar.
- O Stingray pode levar até 15.000 libras de combustível, o que pode ampliar o alcance operacional de aeronaves a bordo de porta‑aviões.
- O teste ocorre em um momento de tensões no Irã e reforça o papel estratégico dos porta‑aviões, com planos de incorporar o drone até o fim da década.
- A Boeing ganhou contrato de 805 milhões de dólares em 2018 para os quatro primeiros Stingray; orçamento de 220,4 milhões de dólares para três aeronaves em 2024, com previsão de 22 unidades até 2028.
O MQ-25A Stingray realizou o primeiro teste oficial de uma aeronave drone destinada ao reabastecimento de jatos no ar. A prova ocorreu nesta semana, envolvendo a Boeing Defense e a Marinha dos EUA. O objetivo é ampliar o alcance operacional de caças a partir de porta-aviões.
O drone pode transportar até 15.000 libras de combustível. A partir da incorporação à frota regular, até o final da década, espera-se reduzir a dependência dos jatos hóspedes para o reabastecimento em voo, liberando os Super Hornet para outras funções.
Tony Rossi, chefe do escritório executivo da Marinha para aviação não tripulada, destacou que o MQ-25A representa o passo inicial para integrar o reabastecimento aéreo não tripulado ao convés, aumentando a distância e a velocidade dos caças tripulados. A Marina vê esse ganho estratégico como essencial para o futuro da aviação naval.
Histórico de contratos e produção. Em 2018, a Boeing ganhou US$ 805 milhões para entregar os quatro Stingrays iniciais, em competição com a General Atomics e a Lockheed Martin. A Marinha reservou US$ 220,4 milhões para três aeronaves no ano fiscal de 2024, com previsão de chegar a 22 unidades até 2028.
O papel dos Stingrays envolve facilitar missões de alcance ampliado a partir de porta-aviões, reduzindo a necessidade de reabastecimento externo. O programa integra-se a uma visão de ampliar capacidades navais diante de crescentes tensões estratégicas regionais.
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