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Gerir agentes de IA se torna competência-chave do MBA

Gestão de inteligência artificial (IA) por meio de agentes muda o trabalho cognitivo, com o middle loop como competência central

Ronaldo Lemos
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  • Em dois anos, a IA saiu de respondedora para operar por meio de agentes que executam tarefas delegadas.
  • Existem harnesses (arreios) de IA que gerenciam ferramentas e contextos para tarefas como design, documentos, software, cibersegurança e gestão de mídias.
  • O trabalho humano passa a ser coordenar e supervisionar esses agentes, no que é chamado de middle loop.
  • As habilidades necessárias incluem domínio do português, engenharia de contexto, atenção prolongada, calibração de confiança e prudência.
  • No Brasil, apenas 10% das pessoas entre 15 e 64 anos têm domínio pleno do português, apontando desafio educacional diante da IA.

A indústria de tecnologia aponta que a gestão de IA evoluiu rapidamente, saindo do papel de respondedora para executora de tarefas. Em dois anos, o foco passou de respostas simples para operações conduzidas por agentes de IA.

A transição ocorre entre 2023 e 2025, quando surgem ferramentas que delegam atividades a agentes, em vez de apenas gerar texto. A comparação é que a IA respondedora é o motor; a IA agência é o veículo que leva a tarefa ao fim.

O que são os arreios da IA

A infraestrutura que sustenta essas capacidades é chamada de harnesses, ou arreios. Eles gerenciam ferramentas e contextos para que a IA execute tarefas específicas com mais autonomia.

Diversos arreios já existem no mercado. Startups e grandes empresas lançam soluções especializadas em design, documentos, planilhas, software, processos corporativos e navegação na web, entre outras frentes.

Essa ecologia de arreios permite que a maior parte das tarefas corporativas seja delegada a agentes de IA. O desafio passa a ser o “middle loop”: a supervisão entre a instrução e a conclusão da tarefa.

Habilidades para o novo funcionamento

Para o middle loop, surgem competências específicas. O domínio do português é essencial para instruções claras, organização de ideias e interpretação das respostas da IA.

Além disso, entra a engenharia de contexto, que vai além da engenharia de prompts, e a capacidade de manter atenção por longos períodos, calibrar a confiança na execução e compreender diversas áreas de conhecimento para evitar o débito cognitivo.

A prudência aparece como habilidade crucial nesse conjunto. Em resumo, quem trabalha com IA precisa aprender em ambientes onde a tecnologia não está presente, através de leitura, escrita, conversa e reflexão.

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