- Cientistas identificam fragmentação da placa Juan de Fuca sob a América do Norte, na zona de subducção do Pacífico.
- A placa está se partindo em partes menores, com surgimento de falhas profundas e atividade sísmica irregular.
- Estudo publicado na Science Advances indica que sistemas de subducção podem colapsar gradualmente, formando microplacas.
- Imagem sísmica mapeou descontinuidades profundas, com deslocamento de vários quilômetros; algumas regiões geram terremotos, outras permanecem silenciosas.
- A pesquisa ajuda a entender a propagação de energia dos terremotos e a melhorar modelos de previsão geológica.
A Terra está se partindo sob o fundo do Oceano Pacífico, segundo estudo publicado. Cientistas identificaram que a placa Juan de Fuca se rompe lentamente enquanto mergulha sob outra placa, em processo de subducção. O fenômeno, observado pela primeira vez em detalhes, oferece novas pistas sobre a dinâmica interna do planeta.
A pesquisa aponta que a placa se fragmenta em partes menores, com surgimento de novas falhas e fraturas profundas. Regiões com atividade sísmica irregular indicam que parte da placa já se rompeu, enquanto outras áreas ainda registram terremotos.
O estudo, divulgado na Science Advances, usa técnicas de imagem sísmica para mapear estruturas profundas abaixo do fundo do oceano. Os dados revelam descontinuidades significativas e deslocamentos de várias centenas de quilômetros, evidenciando uma ruptura gradual.
Tecnologia sísmica revela o interior da Terra
A abordagem combina exploração geofísica com leitura de sinais sísmicos, permitindo observar a fragmentação da placa em tempo real. A região de subducção da Juan de Fuca fica entre a costa norte-americana e o leste do Pacífico, na fronteira com o litoral canadense.
Ainda que não haja aumento imediato do risco de terremotos, a pesquisa ajuda a entender como a energia sísmica se propaga quando placas se desmembram. Modelos geológicos podem ganhar precisão ao incorporar esse tipo de fragmentação.
A descoberta reforça que a Terra não é estática e que placas tectônicas passam por ciclos de formação, evolução e ruptura. Observar esse processo pode esclarecer processos que moldam a superfície e a atividade geológica global.
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