- Em fevereiro de dois mil e vinte e seis, o Ministério do Meio Ambiente foi a Mondul Yorn, em Ratanakiri, para coletar amostras de água e sedimentos do rio O’Ta Bouk, após queixas de problemas de saúde.
- Entre os dias dezessete e vinte de fevereiro, o Instituto de Pesquisas e Desenvolvimento da Pesca Interior (IFReDI) enviou duas equipes para capturar oitenta e quatro espécies de peixe nos rios Sesan e O’Ta Bouk.
- Até o momento, nenhum resultado público foi divulgado nem orientações dadas às comunidades afetadas; especialistas refletem sobre a necessidade de testes mais abrangentes.
- O O’Ta Bouk cruza área de parque nacional Virachey, onde mineração de ouro associada à Global Green (Cambodia) Energy Development é apontada como fonte de contaminação desde meados de dois mil e vinte e três. A concessão de exploração foi transferida para Thea Karng Development Investment em dois mil e vinte e cinco.
- O governo não confirmou mudanças de controle das licenças de mineração; moradores e organizações pedem transparência e ações para proteger a saúde e a água.
Nações de responsabilidade ambiental, cambodianas, realizaram na segunda quinzena de fevereiro inspeções no O’Ta Bouk, em Mondul Yorn, Ratanakiri. A ação ocorreu após denúncias de problemas de saúde associadas à queda na qualidade da água.
Entre 17 e 20 de fevereiro, equipes do IFReDI coletaram amostras de 34 espécies de peixe nos rios Sesan e O’Ta Bouk, afluente do Sesan. A finalidade foi avaliar impactos da poluição.
As amostras foram feitas em meio a queixas de comunidades Brao, que relatam irritações na pele desde o início de 2023, associadas a garimpo na região. O O’Ta Bouk cruza áreas de proteção ambiental.
Não houve divulgação pública dos resultados de água, sedimento ou peixes até março de 2026. Organizações locais e especialistas pedem divulgação completa e diretrizes para a comunidade.
Contexto e atores
Virachey National Park abriga o O’Ta Bouk, zona remota e protegida, com biodiversidade elevada. Em 2023, foi concedida uma exploração garimpeira de 18.900 ha a Global Green (Cambodia) Energy Development, com parte da área dentro do parque.
A concessão de 4.000 ha de território adicional, dentro da mesma área, foi transferida em 2025 para Thea Karng Development Investment. Registros indicam envolvimento de figuras associadas a Try Pheap em operações ligadas.
Documentos oficiais sugerem que Global Green controlava a área na época inicial de contaminação, embora a empresa tenha negado envolvimento direto. Autoridades indicaram revisão de avaliações ambientais feitas pela empresa.
Profissionais e moradores relatam que a água permanece turva, com pouca ou nenhuma vida aquática observada pelos pescadores locais. A falta de informações alimenta incertezas sobre medidas de segurança.
Reação pública e panorama regional
Especialistas destacam a necessidade de testes mais amplos e comunicação clara com comunidades afetadas. Em nível regional, a Mekong enfrenta ações similares de mineração não regulamentada que impactam rios e safras.
Autoridades ambientais recrutaram ações de fiscalização, mas não divulgaram planos concretos para monitoramento contínuo ou mitigação. Organizações locais pedem transparência para orientar decisões de uso da água.
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