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Energia nuclear na Europa: além do mito

UE acelera fusão e SMR para diversificar a energia, atrair investimento e buscar independência energética e metas de descarbonização

Una planta nuclear cerca de Amberes (Bélgica).
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  • A UE realizou a segunda cúpula de energia nuclear, em 10 de março, em Paris, para diversificar fontes, aumentar a segurança de suprimentos e reduzir a exposição a choques externos, como o preço do petróleo.
  • A energia nuclear é apresentada como uma das fontes mais seguras para geração de eletricidade e está alinhada ao Acordo de Paris e às metas de descarbonização para 2050, com baixas emissões de gases de efeito estufa.
  • Em 2023, eram 410 reatores operando em mais de 30 países; a tecnologia demanda grande área, custos elevados e leva de seis a 15 anos para entrar em operação; resíduos nucleares exigem gestão e armazenamento.
  • Na Europa, a energia nuclear representa 23,3% da produção elétrica, com a França respondendo por 68,9% da sua eletricidade; na Espanha, a nuclear chega a cerca de 20% da geração com sete usinas em operação.
  • A Comissão Europeia anunciou investimento superior a 330 milhões de euros (2026-2027) via Euratom para acelerar SMR e fusão; o objetivo é ter os primeiros SMR no início da década de 2030, com investimento total estimado em 241 bilhões de euros até 2050, envolvendo setor público e privado.

A União Europeia volta a mirar a energia nuclear como instrumento de diversificação e resiliência energética. O bloco discute acelerar a construção de reatores de fissão modulares (SMR) e o potencial da fusão, visando reduzir vulnerabilidades das cadeias de suprimento e enfrentar choques externos. A aposta também busca oportunidades de investimento.

A Comissão Europeia informou que, entre 2026 e 2027, serão investidos mais de 330 milhões de euros via o programa Euratom para promover fusão e SMR. O objetivo é iniciar os SMR no início da década de 2030 e avançar rumo à fusão nuclear na segunda metade do século.

Cenário energético europeu e investimento

Dados do Energy Institute indicam que fósseis respondem por 59% da geração global, enquanto a energia nuclear representa 8,9%. Na UE, a energia nuclear soma cerca de 23,3% da produção, com França liderando o uso da fonte. Na Espanha, a nuclear representa em torno de 20% da eletricidade, com sete reatores em operação.

Perspectivas para 2050 e custos

A CE projeta que mais de 90% da eletricidade da UE em 2040 venha de fontes de baixo carbono, principalmente renováveis, com a nuclear atuando como complemento. O Programa Indicativo Nuclear aponta necessidade de 241 bilhões de euros até 2050 para manter a frota atual e ampliar a capacidade, envolvendo investimento público e privado.

Inovação tecnológica e gotas de risco

A agenda atual inclui o desenvolvimento de SMR e reatores avançados, além de opções de reciclagem de resíduos e, a longo prazo, fusão. A taxonomia europeia classifica a energia nuclear como atividade de transição, desde que atenda padrões de segurança e sustentabilidade, destacando que não se trata de fonte renovável.

Desafios e oportunidades para o investidor

Diversificação, segurança energética e custos são os principais temas de debate. A energia nuclear oferece estabilidade e emissões sob controle, úteis para atender à demanda prevista até 2050, impulsionada por data centers e IA. A realização depende de inovação, aceitação social e mobilização de capitais.

Bruno Parraguez Sasso, analista de investimentos da Acacia Inversión, acompanha o tema. Fontes oficiais citam a Comissão Europeia e programas Euratom como eixo de política energética e inovação tecnológica na região.

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