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Chegada à Grande Era dos Satélites nos EUA

Nova geração de startups de satélites em San Francisco busca GPS alternativo, internet via órbita e rastreamento mais preciso, impulsionando a indústria espacial

Photo-Illustration: WIRED Staff; Getty Images
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  • Um novo grupo de startups de satélites na área da Baía de San Francisco busca aproveitar avanços em coleta de dados e comunicações via espaço, com investimentos globais estimados em 130 bilhões de dólares naquele ano.
  • Basalt, Muon Space, Xona Space Systems, Earthtraq e Astranis estão entre oito empresas da região desenvolvendo satélites, com Basalt já produzindo no local e entregando o primeiro satélite à SpaceX em 1º de abril.
  • Xona Space Systems inaugurou um piso de produção de 25 mil pés quadrados e trabalha para, no futuro, substituir o GPS em alguns serviços com o sistema Pulsar, mediante cobrança.
  • Earthtraq planeja usar sinais de rádio para oferecer posicionamento, navegação e timing baseados em satélite, com dispositivos do tamanho de um adesivo para rastrear itens e animais.
  • Astranis já tem mais de 1 bilhão de dólares em compromissos de clientes para levar internet via satélite a países como Filipinas, Omã, Taiwan e aos Estados Unidos, além de operar uma fábrica de 150 mil pés quadrados em San Francisco.

Basalt, uma startup de San Francisco, integra a nova geração de empresas aeroespaciais que exploram avanços em coleta de dados e comunicações via satélite. O movimento envolve várias empresas da Bay Area, centro dos investimentos no setor.

A notícia acompanha o boom de startups em SF que tocam desde sensores remotos até redes de internet via satélite. O ecossistema tem atraído investidores e governos interessados em soluções de localização, timing e comunicação seguras.

Basalt entregou, recentemente, seu primeiro satélite ao SpaceX para lançamento. A empresa monta parte de sua operação em prédios da cidade e usa uma autorização da FCC para uma estação terrestre no próprio edifício.

Basalt e o modelo de produção

Bhatti, fundador da Basalt, deixou a UCLA em 2023 para seguir o projeto. A empresa aposta em IA para automatizar o voo dos sats e reduzir custos. O objetivo é avançar para uma produção anual de 100 a 200 satélites em hubs nos EUA até 2029.

A empreitada de Basalt inclui a proximidade com o programa de aceleração Y Combinator e parcerias com clientes públicos e privados. Enquanto isso, a primeira missão já ocorreu, com o satélite finalizado e pronto para operação.

Outros players e propostas de valor

Xona Space Systems abriu uma fábrica de 25 mil pés quadrados na Baía de San Francisco e planeja, no futuro, substituir parte do GPS. O Pulsar da empresa promete maior precisão e cobertura que o sistema tradicional. Diversas instituições já testam com Xona, incluindo agências governamentais.

Earthtraq aposta em sinais de rádio para fornecer posicionamento, navegação e timing via satélite. A startup prevê que rastreadores do tamanho de adesivos permitam monitorar itens e animais com custo e peso menores que o GPS convencional.

Muon Space desenvolve constelações de satélites de sensoriamento remoto para projetos específicos, como detecção de interferência de GPS e monitoramento de incêndios. A empresa já completou 15 satélites e expande a fábrica em San Jose para novos módulos.

Perspectivas e contratos

Astranis já soma mais de 1 bilhão de dólares em compromissos de clientes para levar internet via satélite a países como Filipinas, Omã, Taiwan e os EUA, como alternativa ao Starlink. A empresa opera uma fábrica de 150 mil pés quadrados em SF.

Essas iniciativas destacam um ecossistema que, segundo executivos, busca redes privadas e seguras para dados oficiais. A parceria com governos e setor privado é vista como essencial para ampliar a cobertura e a confiabilidade.

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