- Cientistas identificaram 27 potenciais planetas circumbinários, orbitando duas estrelas, lembrando o planeta Tatooine de Star Wars.
- Os alvos ficam entre 650 e 18 mil anos-luz da Terra.
- A detecção usou a oscilação no brilho das estrelas durante eclipses entre elas, para inferir a presença de objetos em volta.
- Em 1.590 sistemas analisados, foram identificados 36 com indícios de um terceiro corpo; dos quais 27 podem ser planetas, ainda precisam de confirmação.
- A descoberta utilizou dados de um programa da Nasa voltado para exoplanetas; o anúncio ocorreu em 4 de maio, Dia Star Wars.
O anúncio envolve a descoberta de 27 potenciais planetas em órbita de um sistema solar com duas estrelas, semelhante ao planeta Tatooine da ficção Star Wars. A comunicação ocorreu em 4 de maio, conhecido entre fãs como o Dia Star Wars. As distâncias vão de 650 a 18 mil anos-luz.
Até o momento, apenas 18 planetas circumbinários tinham confirmação. Em contrapartida, mais de seis mil exoplanetas já foram encontrados em órbitas ao redor de estrelas individuais, como o nosso Sol. A equipe utilizou dados de um programa da Nasa dedicado à busca de exoplanetas.
Para a detecção, os pesquisadores acompanharam oscilações de brilho em estrelas que passam pelo fenômeno de eclipses. Ao eliminar outras causas, identificaram 36 sistemas com sinais consistentes com a presença de um terceiro corpo. Desses, 27 podem abrigar massas planetárias.
Método e próximos passos
A técnica empregada monitora o momento exato dos eclipses para indicar a presença de objetos adicionais. O estudo ressalta que confirmar os planetas requer observações adicionais em diferentes momentos.
O grupo acredita que boa parte das estrelas do Universo reside em sistemas múltiplos, o que amplia as possibilidades de planetas circumbinários. Pesquisadores destacam que ambientes nesses sistemas tendem a ser extremos, o que torna as descobertas relevantes para a compreensão de formação de planets.
Considerações de especialistas
A astrônoma Sara Webb, não envolvida no estudo, elogia a abordagem e aponta a expectativa de que a técnica permita identificar mais planetas no futuro. Ela lembra que exoplanetas já foram previstos pela ficção e hoje são objetos de estudo clássico na astronomia.
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