- Domo de Araguainha, na divisa de Mato Grosso e Goiás (entre Araguainha e Ponte Branca), é a maior cratera de impacto identificada na América do Sul, com cerca de quarenta quilômetros de diâmetro.
- A formação data de aproximadamente duzentos e cinquenta milhões de anos, resultado da colisão de um asteroide de cerca de 1,7 a até três quilômetros de diâmetro, em ambiente marinho da época.
- A energia liberada moldou a crusta terrestre, criando um núcleo central elevado (o domo) cercado por depressões anelares, terraços e estruturas deformadas.
- Há evidências de impactos meteoríticos, como cones de estilhaçamento e quartzo chocado, que confirmam a origem extraterrestre desde a década de setenta.
- Em dois mil e vinte e dois, o sítio foi incluído pela União Internacional de Ciências Geológicas entre patrimônios geológicos, e há iniciativas para transformá-lo em geoparque e promover turismo científico.
O Domo de Araguainha, maior cratera de impacto identificada na América do Sul, fica na divisa de Mato Grosso e Goiás, entre Araguainha e Ponte Branca. Tem cerca de 40 km de diâmetro e tem origem há aproximadamente 245 a 250 milhões de anos, em um antigo mar raso da região central do Brasil.
A formação resulta do choque de um asteroide de 1,7 a 3 km de diâmetro, que liberou energia suficiente para moldar a crosta e criar um domo central rodeado por estruturas deformadas. A colisão ocorreu em ambiente marinho, segundo estimativas, durante o fim do Paleozoico.
A partir da década de 1970, evidências de impacto, como quartzo chocado e cones de estilhaçamento, sustentaram a hipótese de origem extraterrestre. Pesquisas mostraram o efeito do impacto na Bacia do Paraná, atingindo rochas sedimentares e crustais profundas.
Panorama científico e geologia
O domo revela um arranjo circular de rochas distribuídas de forma concêntrica, útil para estudar diferentes fases da história geológica no mesmo sítio. Granitos emergem no núcleo, enquanto camadas mais profundas se rearranjam em contato com rochas superficiais.
A hipótese de participação no evento Permiano-Triássico sugere que o impacto contribuiu para alterações climáticas da época, potencialmente liberando gases a partir de rochas ricas em matéria orgânica. Ainda não é visto como único gatilho da extinção em massa.
Reconhecimento e conservação
O Domo ganhou reconhecimento científico recente e é considerado patrimônio geológico de relevância internacional. Em 2022, foi incluído pela União Internacional de Ciências Geológicas entre sítios do Brasil, ampliando o interesse acadêmico e educativo.
A região permanece relativamente isolada, o que explica o conhecimento limitado do público. Nos últimos anos, projetos visam transformar o local em geoparque, ampliando turismo científico e educação ambiental, com foco na preservação.
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