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Especialistas alertam sobre uso de canetas emagrecedoras

Anvisa registra sessenta e cinco notificações de mortes associadas a canetas emagrecedoras desde 2018; alerta aponta pancreatite aguda e reforça necessidade de prescrição médica

Imagem do Magnific/Freepik / DINO
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  • Canetas emagrecedoras ganharam visibilidade nas redes sociais, com eficácia reconhecida em obesidade e diabetes tipo 2, mas o uso sem orientação médica pode trazer riscos à saúde.
  • Entre 2018 e 2025, a Anvisa recebeu 65 notificações de mortes suspeitas associadas ao uso desses medicamentos e emitiu alerta de pancreatite aguda após 145 notificações de eventos adversos, com seis óbitos.
  • Especialistas destacam desinformação e a ideia de resultados rápidos, enfatizando que o tratamento médico envolve acompanhamento e mudanças no estilo de vida.
  • O uso sem prescrição pode causar desidratação, perda excessiva de massa muscular, desnutrição e, em casos graves, pancreatite e problemas na vesícula; há também impacto psicológico.
  • Um estudo aponta que, ao interromper o uso, pode ocorrer rápido reganho de peso e perda dos benefícios metabólicos em pouco mais de um ano, destacando a importância de abordagem multidisciplinar para emagrecimento sustentável.

Nos últimos anos, as chamadas canetas emagrecedoras ganharam notoriedade nas redes sociais e na imprensa, impulsionadas por relatos de resultados rápidos. O interesse envolve pacientes que buscam perda de peso por meio de tratamento médico, com indicação clínica.

Dados da Anvisa mostram dimensões da preocupação. Entre 2018 e 2025, foram registradas 65 notificações de mortes associadas ao uso dessas medicações. A agência também emitiu alerta sobre risco de pancreatite aguda após 145 notificações de eventos adversos, com seis óbitos.

Especialistas ressaltam que o uso sem prescrição e sem acompanhamento pode trazer riscos graves. A desinformação sobre eficácia isolada e a automedicação ampliam problemas de desidratação, perda muscular e desnutrição, além de efeitos psicológicos como frustração.

Contexto e desinformação

A popularização decorre da promessa de resultados rápidos, distorcendo a realidade clínica e levando pessoas sem indicação adequada a recorrer aos medicamentos sem orientação médica. A comunicação inadequada favorece escolhas arriscadas e uso inadequado.

Entre mitos comuns, destaca-se a ideia de que a caneta funciona sozinha, sem mudanças de alimentação ou prática de exercícios, e de que não traz efeitos adversos. Esses equívocos ajudam a justificar automedicação e obstaculizam abordagens seguras.

Riscos, benefícios e orientações

Estudos sugerem que interromper o tratamento pode levar a rápido reganho de peso, com média de 0,4 kg por mês, até retornar ao peso inicial em cerca de 1,7 ano. Os efeitos metabólicos obtidos costumam diminui após esse período sem continuidade de mudanças de hábitos.

Profissionais defendem que o emagrecimento saudável requer avaliação médica e acompanhamento multidisciplinar. Em clínicas como a Alma, o tratamento envolve médicos, nutrólogos, nutricionistas e psicólogos para orientar alimentação, exercício e saúde mental.

Caminho para uma abordagem segura

Especialistas recomendam foco na saúde integral, preservação da massa magra e ajustes de estilo de vida. A ideia é tratar a obesidade pela raiz, não apenas o peso na balança, com acompanhamento profissional contínuo.

Para mais informações, busque orientação médica e fontes confiáveis, reconhecendo a importância da prescrição e do acompanhamento especializado.

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