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John Oliver: drogas de posto, substâncias perigosas que qualquer pessoa pode fazer

John Oliver denuncia a venda de drogas em postos de gasolina, com rótulos criativos e pouca regulação, gerando riscos de dependência e overdoses

Last Week Tonight with John Oliver: ‘Some of these drugs can be actively dangerous, presenting risks of addiction just like controlled substances.’ Photograph: HBO
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  • John Oliver abordou a atuação perigosa dos chamados “drogas de posto” nos Estados Unidos, vendidas em lojas de conveniência com promessas de energia, alívio de dor ou desempenho sexual.
  • Entre as substâncias destacadas estão a kratom, os “boner pills” e a tianeptina, que tem sido associada a overdoses e a mortes; o produto é vendido com rótulos enganosos ou como suplemento.
  • A zaza, frascos vermelhos que imitam efeitos de opioides, é citada como exemplo de droga vendida legalmente em postos, com relatos de uso excessivo por dependentes.
  • A regulação é fraca: muitos fabricantes adotam rótulos como “para pesquisa” ou “não para consumo humano” ou classificados como suplementos, o que evita testes obrigatórios.
  • O programa aborda ainda a kratom, com potencial aditivo e riscos de saúde, e menciona possíveis ações estaduais, como proibições, acompanhadas de medidas de apoio a quem precisa parar de usar.

John Oliver dedicou o episódio mais recente do Last Week Tonight a investigar as chamadas drogas de posto de gasolina, vendidas em lojas de conveniência dos EUA. O apresentador destacou como produtos não regulados prometem energia, alívio de dor ou desempenho sexual, often contendo tianeptina, associada à ideia de “heroína de posto”.

O espaço de varejo abriga embalagens coloridas e alegações sedutoras, com rótulos que sugerem uso lawfully para pesquisa ou consumo humano pouco claro. Oliver apontou que alguns itens podem representar riscos de dependência semelhantes aos de substâncias controladas.

O programa mostrou casos de substâncias como Zaza, vermelho e sintético, que imita efeitos opioides e é vendido como alternativa legal a narcóticos. A produção de conteúdo incluiu relatos de pessoas que consumiram grandes quantidades com regularidade.

Além disso, Oliver destacou a prática de rotular produtos como suplementos dietéticos para evitar fiscalização rigorosa. A ausência de processos de teste antes da liberação no mercado é citada como brecha regulatória, segundo o apresentador.

Principais substâncias analisadas

A pauta abordou ainda pílulas de melhoria sexual com nomes chamativos, como Boner Bears e The Goat, entre outros. O apresentador descreveu a facilidade de fabricar embalagens e de preencher as cápsulas com substâncias diversas.

Algumas pílulas foram associadas a ingredientes presentes em remédios como Viagra e Cialis, enquanto outras continham itens inapropriados, incluindo tinta de impressora e entulho moído. Reguladores são retratados como com poder limitado de fiscalização.

Kratom também ganhou atenção, com uso comercial para aumento de energia ou melhoria de humor. Oliver ressaltou a falta de exigências consistentes de rotulagem em muitos estados, o que dificulta saber o que se consome.

Riscos, regulação e desdobramentos

O trecho final discute tianeptina, vendida sob nomes como Zaza, Tianna e Neptune’s Fix, não aprovada pelo FDA para uso médico nos EUA. O apresentador observou que a substância ganhou reputação negativa associada a overdoses.

Oliver citou dados de um relatório de 2024 que atribui milhares de óbitos a kratom e ao composto 7-OH, com possibilidade de subnotificação em investigações de morte. A discussão incluiu a experiência de estados que já proíbem o uso de certos itens.

O programa mencionou discussões entre Robert F Kennedy Jr e o FDA sobre os riscos, destacando a necessidade de políticas públicas acompanhadas de apoio a quem depende dessas substâncias. A reportagem enfatiza a importância de informações precisas para o público.

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