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OMS considera baixo o risco de propagação do hantavírus após surto em cruzeiro

OMS confirma risco baixo de hantavírus; desembarque permanece barrado em Cabo Verde enquanto dois pacientes seguem em UTI na África do Sul

O navio MV Hondius navegava da Argentina para Cabo Verde — Foto: BBC
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  • A OMS classificou o risco de propagação do hantavírus relacionado ao surto no navio de cruzeiro MV Hondius como “baixo”, mas Cabo Verde não autorizou o desembarque dos passageiros.
  • Três mortos estão associados ao incidente: dois a bordo do navio e um após o desembarque; dois passageiros são holandeses e a nacionalidade do terceiro não foi confirmada.
  • Um passageiro está na UTI em Joanesburgo, África do Sul, e outros dois precisam de atendimento médico urgente, segundo a Oceanwide Expeditions. Um caso de infecção foi confirmado pela OMS.
  • O navio viajava de Ushuaia (Argentina) com destino a Cabo Verde e permanece atracado no porto da Praia, devido a restrições para proteger a população local.
  • Os hantavírus são transmitidos principalmente por roedores e podem causar problemas respiratórios e cardíacos; não há vacina ou medicamento específico, e o tratamento foca no alívio dos sintomas.

O surto de hantavírus a bordo do navio de cruzeiro MV Hondius é avaliado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de baixo risco de propagação entre a população. Três mortes foram registradas, sendo duas a bordo e uma após desembarque, mas os passageiros permanecem impedidos de sair em Cabo Verde. O navio opera a rota Ushuaia (Argentina) a Cabo Verde.

A OMS informou que as infecções por hantavírus costumam ser raras e não se transmitem facilmente entre pessoas. O caso confirmado envolve um passageiro em terapia intensiva na África do Sul, onde também há outros dois pacientes com sintomas que requerem atendimento médico urgente. A operadora Oceanwide Expeditions confirma alta gravidade da situação a bordo.

Situação a bordo e vítimas

Fotos da agência AFP mostram o MV Hondius ancorado no porto de Praia, capital de Cabo Verde. Autoridades holandesas buscam repatriação de dois passageiros com sintomas, ainda sem autorização de desembarque para os demais. Médicos locais avaliaram os dois pacientes doentes; o terceiro caso está sendo monitorado na África do Sul.

Desembarque e desdobramentos

O Ministério das Relações Exteriores da Holanda sinalizou a possibilidade de repatriação, que ainda não ocorreu. A presidente do Instituto Nacional de Saúde Pública de Cabo Verde afirmou que o navio não recebeu autorização para atracar no porto da Praia para proteger a população local. Não há vacina ou tratamento específico disponível; o manejo é clínico, com foco no alívio de sintomas.

Contexto epidemiológico

Segundo a OMS, o hantavírus é transmitido principalmente por roedores infectados, por meio de saliva, urina ou fezes. A síndrome pulmonar por hantavírus (HPS) pode ocorrer, com evolução variável. O órgão de saúde internacional continua colaborando com os sistemas nacionais para atendimento médico, evacuações e investigações relacionadas. Estima-se que ocorram cerca de 200 casos por ano, com maior incidência nas Américas.

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