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Robôs entram em cena enquanto empresas de resíduos enfrentam falta de pessoal

Humanoide Alpha é testado em planta de reciclagem em Londres para reduzir turnover de 40% e sustentar operação de até 280.000 toneladas por ano

Dusty and noisy - waste sorting is not an attractive occupation
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  • A usina de reciclagem em Rainham, leste de Londres, da Sharp Group processa até 280 mil toneladas/ano com 24 trabalhadores de agência.
  • O ambiente é pesado: poeira, ruído e alto risco de lesões tornam difícil reter funcionários, com turnover anual estimado em 40%.
  • Um robô humanoide chamado Alpha está sendo treinado para identificar e separar lixo, usando treino guiado com realidade virtual e dados de visão.
  • O projeto é desenvolvido pela RealMan Robotics (China) e TeknTrash Robotics (Reino Unido), com apoio de dados de câmeras via sistema HoloLab.
  • especialistas dizem que a automação é necessária para o setor, com opções de upswing para trabalhadores e alternativas como modernizar plantas existentes.

O grupo Sharp, uma empresa familiar de gestão de resíduos e caçambas, opera uma planta de reciclagem em Rainham, leste de Londres. A instalação recebe e separa resíduos mistos, processando até 280 mil toneladas por ano com 24 trabalhadores por meio de esteiras rápidas. O ambiente é denso em poeira e barulho, o que dificulta a rotina dos funcionários.

A rotatividade de pessoal tem sido alta: cerca de 40% ao ano. A dificuldade de reter trabalhadores surge pela natureza do trabalho, considerado pouco atraente, pela contínua demanda de esforços e pelo risco de lesões, acima da média de outros setores.

Automação em foco

Durante a visita, foi apresentada uma solução para reduzir a dependência de mão de obra: um robô humanoide chamado Alpha (Automated Litter Processing Humanoid Assistant). O dispositivo, desenvolvido pela RealMan Robotics na China e adaptado pela TeknTrash Robotics, está em fase de treino para identificar e selecionar itens na esteira.

O treinamento ocorre de forma dual: o sistema identifica o que está na linha de produção e, em seguida, aprende a movimentar os braços para pegar itens. Um funcionário usa VR para registrar movimentos de sucesso, ajudando a orientar o algoritmo. Dados de câmeras alimentam o sistema por meio de uma plataforma chamada HoloLab.

A expectativa é que a humanoide cumpra atividades de coleta 24 horas por dia, reduzindo pausas e faltas. O foco está em treinar o robô para lidar com a variedade de objetos presentes na lixeira e aperfeiçoar o processo de separação.

Contexto e comparação tecnológica

Fabricantes de automação destacam que a tecnologia não funciona sozinha; é necessária ampla base de dados para aperfeiçoar o desempenho. Em paralelo, a AMP, empresa sediada no Colorado, oferece soluções com jets de ar para orientar itens em conduítes, integrando IA para aprimorar identificação, fluxo e precisão.

Essa visão é compartilhada por líderes do setor, que apontam que a transição para robótica e IA é inevitável para melhorar a recuperação de materiais, a segurança dos trabalhadores e a competitividade econômica. Pesquisadores também defendem que a automatização é necessária para o futuro do processamento de resíduos.

Perspectivas locais

No leste de Londres, a diretora financeira da Sharp, neta do fundador, aponta que, se o robô funcionar, poderá manter a operação estável sem depender de ausências ou férias. A empresa enfatiza a possibilidade de realocar funcionários para manter e supervisionar as máquinas, reduzindo a exposição a condições adversas.

Enquanto isso, o setor observa avanços de robótica com cautela, reconhecendo ganhos de eficiência, mas sem abandonar o papel humano na supervisão, ajuste fino e manutenção de sistemas automatizados.

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