- Ao menos três passageiros morreram em um cruzeiro no Atlântico com suspeita de hantavírus, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS); há um caso confirmado e mais cinco suspeitos sob investigação.
- O surto ocorreu a bordo do navio MV Hondius, que seguia da Argentina para Cabo Verde.
- A OMS disse que investigações detalhadas estão em andamento, com mais testes laboratoriais planejados.
- O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, pela inalação de partículas de fezes, urina ou saliva; pode causar Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus ou Febre Hemorrágica com Síndrome Renal.
- Não existe tratamento específico; cuidados de suporte são recomendados, com prevenção de roedores e uso de proteção ao lidar com fezes de roedores.
Três passageiros de um cruzeiro morreram com suspeita de hantavírus a bordo do MV Hondius, em rota da Argentina para Cabo Verde. A Organização Mundial da Saúde confirmou o falecimento neste domingo e aponta um caso confirmado, com mais cinco em investigação. Investigações laboratoriais estão em andamento, segundo a OMS, com a BBC reportando que testes adicionais devem confirmar os casos suspeitos.
O surto foi registrado durante a viagem no Atlântico. A OMS informou que as mortes estão ligadas a um possível surto de hantavírus, uma infecção transmitida principalmente por roedores. Não houve detalhes sobre a identidade dos passageiros ou sobre a existência de novos casos confirmados.
O hantavírus costuma chegar aos humanos pela inalação de partículas liberadas por fezes, urina ou saliva de roedores. Em humanos, pode causar a Síndrome Pulmonar por Hantavírus ou a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, variantes graves que demandam tratamento cuidadoso. A transmissão direta entre pessoas é rara.
Contexto sobre hantavírus
No Brasil, a hantavirose é registrada como SCPH, com mais de 2 mil casos entre 1993 e 2024 e 937 mortes, conforme dados do Ministério da Saúde. Não existe tratamento específico; o manejo clínico foca no alívio de sintomas e suporte vital, conforme o CDC. Medidas de prevenção incluem evitar entrada de roedores em ambientes domésticos e uso de EPIs ao limpar áreas com roedores.
Em termos de quadro global, o hantavírus pode evoluir para quadros graves que exigem internação em UTI, oxigênio e, em alguns casos, diálise. A doença pode se manifestar de forma variada, desde febre inespecífica até complicações pulmonares e renais graves.
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