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Alterações cerebrais explicam dor lombar crônica persistente

Estudo mostra que o cérebro modula a dor lombar crônica, ligando tálamo direito e giro lingual à intensidade e à capacidade de atividades diárias

Cérebro influencia intensidade da dor lombar. (Foto: TrueCreatives via Canva)
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  • estudo publicado na Scientific Reports em 2 de maio de 2026 mostrou que o cérebro participa da dor lombar crônica.
  • a pesquisa comparou imagens de pacientes com dor lombar crônica e de pessoas saudáveis e detectou alterações no tálamo direito e no giro lingual direito.
  • maior atividade no tálamo foi associada à dor mais intensa, enquanto mudanças no giro lingual estavam ligadas a maior dificuldade em atividades diárias.
  • a análise com inteligência artificial, especialmente o modelo XGBoost, conseguiu identificar casos de dor lombar crônica a partir das imagens com boa precisão.
  • conclusão: a dor lombar crônica envolve fatores neurológicos e exames de imagem com IA podem ajudar no diagnóstico e no tratamento futuro.

O estudo, publicado na revista Scientific Reports em 2 de maio de 2026, investiga a relação entre o cérebro e a dor lombar crônica. Liderado por Chuanxu Luo, o trabalho questiona a visão de que a dor é apenas um problema da coluna.

Pesquisadores analisaram imagens cerebrais de pacientes com dor lombar prolongada e as compararam com indivíduos sem a doença. O objetivo foi entender como o cérebro processa a dor.

Entre os principais achados, houve maior fluxo de sangue no tálamo direito e alterações no giro lingual direito, regiões associadas à percepção e interpretação de sensações dolorosas.

Resultados principais

A relação entre intensidade da dor e atividade cerebral ficou evidente. Quando o tálamo apresentava maior atividade, a dor relatada pelos pacientes era mais intensa. Mudanças no giro lingual mostraram maior impacto nas atividades diárias.

A equipe utilizou inteligência artificial para analisar as imagens. O modelo XGBoost obteve boa precisão em identificar casos de dor lombar crônica entre os participantes, destacando a utilidade dessa abordagem na leitura de exames.

Implicações do estudo

Os autores apontam que a dor lombar crônica envolve componentes neurológicos além da coluna. Técnicas de imagem e IA podem contribuir para o diagnóstico e a personalização do tratamento no futuro.

A pesquisa sugere que intervenções voltadas ao processamento cerebral da dor podem complementar estratégias clínicas tradicionais, oferecendo um olhar mais amplo sobre a condição.

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