- O navio MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, com quase 150 pessoas a bordo, está isolado em cabines; Cabo Verde impediu que a embarcação atracasse em Praia, buscando um porto seguro.
- Três passageiros morreram e quatro permanecem doentes até o momento.
- A embarcação partiu de Ushuaia, na Argentina, há cerca de sete semanas, passando pela Antártica e por Santa Helena antes de chegar a Praia.
- Imagens mostram convés quase deserto e pessoas com equipamentos de proteção desembarcando em uma lancha.
- O Centers for Disease Control and Prevention (CDC) informa que hantavírus é transmitido por roedores; até agora houve um caso confirmado e outros são suspeitos, conforme a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda reduzir riscos durante a desinfecção.
O cruzeiro MV Hondius, operado pela Oceanwide Expeditions, enfrenta um surto de hantavírus a bordo. Cerca de 150 pessoas estão isoladas em cabines, e tripulação trabalha para desembarcar com segurança. Cabo Verde impediu que atracasse em Praia.
Três pessoas morreram e outras quatro estão doentes, segundo a Associated Press. As vítimas são um homem de 70 anos a bordo e a esposa dele, que também morreu após desmaiar em aeroporto na África do Sul.
O navio partiu de Ushuaia, Argentina, há cerca de sete semanas. A rota incluiu paradas na Antártica e em Santa Helena, território britânico no Atlântico Sul, antes de chegar a Praia. A Oceanwide avalia desfechos logísticos.
Desdobramentos operacionais
Imagens da AP mostram o navio quase vazio, com poucos passageiros usando máscara. Ao menos cinco pessoas com EPI desembarcaram em pequenas embarcações para atendimento médico.
O CDC aponta que hantavírus é transmitido por roedores, pela urina, fezes e saliva. Sintomas iniciais incluem fadiga, febre, dores musculares e cabeça. Não há cura específica; o tratamento é o manejo dos sintomas.
Segundo a OMS, um caso de infecção por hantavírus já foi confirmado, entre os sintomáticos. Os demais permanecem como suspeitos até confirmação laboratorial.
A OMS orienta os passageiros a reduzir riscos enquanto ocorrem desinfecção e demais medidas. A ideia é manter a contenção da doença até estabilizar a situação a bordo.
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