- O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos anunciou planos para reduzir o uso de antidepressivos, com foco em depressor de uso desnecessário.
- Robert F. Kennedy Jr. afirmou que as medidas visam tratar antidepressivos como opção, não como padrão, oferecendo transparência e caminho de descontinuação quando não forem mais necessários.
- Uma carta aos profissionais de saúde incentiva tratamentos não farmacológicos e orienta a deprescrição quando indicada, destacando acesso a terapias, alimentação, atividade física e vínculo social.
- Uma pesquisa de 2025 mostrou que quase 17% dos respondentes em todos os estados usavam antidepressivos; a percepção sobre restringir o acesso varia entre estados.
- A American Psychiatric Association acolhe a atenção à saúde mental, mas enfatiza que o problema não é apenas a prescrição excessiva, apontando lacunas de acesso a cuidados e a necessidade de opções de tratamento baseadas em evidência.
Diante de uma nova ofensiva para reduzir a prescrição de antidepressivos, o governo dos Estados Unidos anunciou nesta semana um conjunto de medidas com o objetivo de frear o uso de antidepressivos, especialmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRS). A iniciativa foi apresentada por Robert F. Kennedy Jr, figura pública associada ao setor de saúde que acompanha o tema junto ao governo anterior.
Segundo a pasta da Saúde, as ações visam enfrentar o que chamam de sobreprescrição psiquiátrica e incentivar a deprescrição quando clinicamente indicada. Kennedy afirmou que os antidepressivos não devem ser o padrão único de tratamento, devendo entrar como opção quando necessários, com transparência e um caminho claro de descontinuação.
A divulgação ocorreu durante um evento promovido pela Make America Healthy Again Institute, organização ligada à agenda MAHA. A nota oficial reforça o compromisso de ampliar informações para médicos e pacientes sobre decisão compartilhada, avaliação de sintomas e revisões de eficácia.
Um levantamento de 2025, envolvendo todos os estados, indicou que cerca de 17% da população utiliza antidepressivos. A pesquisa também aponta resistência de parte da população a restrições de acesso aos tratamentos, destacando a complexidade do tema.
O plano detalha a promoção da deprescrição como prática clínica quando apropriado, com ênfase em alternativas não farmacológicas, como psicoterapia, alimentação, atividade física e fortalecimento de vínculos sociais. O objetivo é ampliar o acesso a intervenções baseadas em evidência.
Diretrizes para profissionais de saúde orientam a prática de revisar medicamente a eficácia, avaliar sintomas e, quando cabível, reduzir ou interromper o uso de medicamentos. Também há orientações sobre remuneração de cuidados relacionados à deprescrição.
A American Psychiatric Association reagiu ao conjunto de medidas, reconhecendo a importância da crise de saúde mental e apoiando a busca por soluções que aumentem o acesso a tratamento de qualidade. Contudo, a associação ressalta que deprescrição isoladamente não resolve o problema.
A entidade destaca que a crise envolve dificuldades de acesso, distribuição desigual de serviços e falta de vagas em cuidados psiquiátricos. A APA defende que a solução passa pelo conjunto de tratamentos disponíveis e pela orientação clínica baseada em ciência, não pela rótula de medicamentos.
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