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Laser revela a idade real de tubarões ameaçados de extinção

Laser e geoquímica elevam a precisão da idade de tubarões e ajudam a mapear habitats, fortalecendo a conservação de espécies ameaçadas

Laser revela a verdadeira idade dos tubarões e pode ajudar a salvar espécies ameaçadas (Imagem: Coenobita/ CC BY-SA 4.0)
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  • Técnica combina laser de alta precisão e microanálise por raios X para estimar a idade de tubarões com maior precisão, indo além dos métodos tradicionais baseados em vértebras.
  • Metodologia usa espectrometria com feixe de laser para analisar a composição química das vértebras, incluindo cálcio, potássio e estrônio, além de isótopos como marcadores ambientais.
  • As vértebras funcionam como arquivo biológico, permitindo reconstruir ambientes aquáticos que o animal passou e indicar variações climáticas e de água ao longo da vida.
  • O método pode oferecer leitura de idade mais confiável, questionando a correção de marcas visíveis nas vértebras como ano de vida.
  • A novidade tem implicações para conservação de espécies ameaçadas, como o tubarão-dente-de-lança, ao subsidiar políticas públicas, monitoramento de poluentes, impactos das mudanças climáticas e reconstrução de ecossistemas passados.

A técnica mais precisa para estimar a idade de tubarões nasceu da combinação entre laser de alta precisão e análise geoquímica. Pesquisadores desenvolvem o método para revelar a idade com maior exatidão e entender o habitat dos tubarões, especialmente os ameaçados.

Tradicionalmente, a idade era inferida a partir de padrões nas vértebras, semelhantes aos anéis de árvores. O novo approach substitui esse método, oferecendo informações detalhadas sobre a vida dos tubarões e seus ambientes.

A técnica envolve microanálise por raios X e espectrometria com laser, avaliando a composição química das vértebras em nível microscópico. Pequenas amostras são coletadas com precisão para identificar cálcio, potássio e estrônio.

Além da idade, os pesquisadores obtêm registros de marcadores isotópicos, que indicam mudanças no ambiente ao longo da vida do animal. Assim, cada fase da vida deixa um registro químico interpretável ao longo do tempo.

Nova leitura química da vida marinha

As vértebras funcionam como um arquivo biológico, registrando variações ambientais, como alterações na água durante chuvas ou secas. Essa leitura permite reconstruir o histórico de habitats por onde o tubarão passou.

O estudo destaca a aplicabilidade para espécies raras, como o tubarão-dente-de-lança, cuja população é muito baixa. Métodos tradicionais, por vezes, não refletem com exatidão o tempo de vida.

Implicações para a conservação

Com dados mais precisos, é possível delinear políticas de proteção orientadas por evidências. Conhecer crescimento, tempo de vida e padrões de comportamento ajuda a planejar medidas de preservação para tubarões ameaçados.

A abordagem também favorece o monitoramento de poluentes em ambientes aquáticos e o estudo dos impactos das mudanças climáticas. A combinação de tecnologia e ecologia marinha avança a conservação marinha.

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