- Meta pretende usar inteligência artificial para estimar a idade de contas no Instagram e no Facebook, com foco em menores de 13 anos, e desativar perfis identificados como abaixo da faixa permitida.
- A checagem analisa fotos, vídeos e também sinais de contexto no perfil (como vida escolar e datas de aniversário), com o objetivo de estimar uma faixa etária aproximada, não sendo classificado como reconhecimento facial.
- Caso a IA estime idade inferior a 13 anos, a conta é desativada e o acesso só pode ser recuperado por meio de verificação de idade com documentos. O recurso já está ligado às Contas de Adolescente, disponível no Brasil.
- A medida ocorre em meio a pressões sobre a segurança de menores online e após a Meta enfrentar processo no Novo México, que resultou em multa de US$ 375 milhões.
A Meta anunciou a implementação de novas medidas de verificação para identificar menores de 13 anos nas redes Instagram e Facebook. A iniciativa utiliza inteligência artificial para estimar a faixa etária a partir de fotos e vídeos publicados, com o objetivo de restringir automaticamente contas de jovens.
A verificação opera com base em vários indícios visuais e contextuais. A IA analisa imagens, vídeos, bios e publicações em busca de sinais compatíveis com faixas etárias específicas, sem realizar reconhecimento facial. Também considera informações de contexto como escolaridade e aniversários.
Contas de Adolescente, já disponibilizadas no Brasil, colocam usuários jovens em experiência com limites de privacidade e interação mais restritos. Caso a estimativa indique menor de 13 anos, o perfil é desativado até a recuperação por verificação de idade.
Como funciona a verificação de idade
A Meta afirma que a estimativa é de idade aproximada, não uma confirmação precisa. A verificação pode afetar transmissões ao vivo e Reels, com desativação automática de contas quando o algoritmo indica insuficiência de idade.
A empresa sustenta que as medidas visam proteger crianças online e estão alinhadas a legislações, como o ECA Digital, que determina a eliminação de dados captados durante identificação. O objetivo é reduzir riscos sem expor dados sensíveis.
O anúncio ocorre em meio a pressão regulatória e a processos envolvendo segurança infantil. Em maio de 2026, a companhia passou por uma condenação no Novo México, referente a alegações de falhas de segurança que colocariam crianças em risco.
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