- A NASA e pesquisadores alertam que o Tsunami Solar pode derrubar a internet global nos próximos meses, devido a tempestades geomagnéticas.
- O fenômeno ocorre quando ejeção de massa coronal do Sol atinge a Terra, gerando interferência nos campos magnéticos e nos sistemas de comunicação.
- O ciclo solar atual está mais ativo do que o previsto, aumentando a probabilidade de eventos extremos nas próximas semanas.
- Os cabos submarinos de fibra óptica, repetidores e transformadores em terra são os alvos mais vulneráveis, com risco de interrupção na rede global e em serviços como GPS.
- A Parker Solar Probe acompanha o Sol, oferecendo entre 15 e 30 horas para desligar sistemas sensíveis antes da radiação chegar, e empresas buscam formas de proteger equipamentos críticos.
O Tsunami Solar, fenômeno ligado ao aumento da atividade do Sol, pode impactar redes de comunicação e energia globalmente nos próximos meses. A informação surge após a divulgação de pesquisas da NASA e de especialistas em clima espacial. O cenário envolve ejeções de massa coronal que atingem o campo magnético da Terra, gerando tempestades geomagnéticas.
Segundo o canal Kurzgesagt – In a Nutshell, esses eventos ganham destaque por afetarem cabos submarinos de fibra óptica e o funcionamento de satélites. A NASA aponta que o ciclo solar atual está mais ativo do que modelos previsíveis indicavam, elevando a probabilidade de eventos extremos neste período.
Riscos para a rede global
A principal preocupação reside nos repetidores de cabos submarinos, que podem sofrer correntes elétricas induzidas pela tempestade geomagnética. Além disso, transformadores terrestres ficam vulneráveis a picos de carga, com possibilidade de apagões de semanas, e sistemas de GPS podem ser afetados.
Especialistas da Universidade da Califórnia também destacam a chance de interrupções em serviços de comunicação estratégicos. A combinação de falhas em infraestrutura submarina e terrestres pode isolar continentes da rede global de dados.
Panorama técnico e histórico
O Sol segue um ciclo de 11 anos, neste momento próximo do Máximo Solar, quando o magnetismo estoura com maior intensidade. Dados do NOAA indicam aumento de eventos de classe X, as maiores explosões solares registradas, que podem atingir a Terra se direcionadas ao planeta.
Se uma ejeção de massa coronal atingir a Terra de frente, a reação tecnológica tende a ser rápida e de grande escala. A previsão de impactos envolve tanto redes de energia quanto satélites de comunicação. O cenário é avaliado como de alto risco.
Preparação e resposta
A Parker Solar Probe, sonda da NASA, aproxima-se da coroa solar para monitoramento próximo. Ela oferece uma janela de 15 a 30 horas para desligar sistemas sensíveis antes da radiação aumentar, tempo considerado crucial para reduzir danos.
Empresas de tecnologia estudam métodos de proteção de equipamentos críticos contra correntes induzidas. A detecção precoce de tempestades e o acionamento rápido de redes de energia aparecem como principais estratégias de mitigação.
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