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Três passos para reduzir o colesterol ruim naturalmente, segundo médico

Cardiologista afirma que alimentação, atividade física e sono são pilares para reduzir LDL, com acompanhamento médico para decidir uso de medicamentos

Ilustração colorida de artéria com placa de gordura em uma artéria, condição pode ser causada pelo acúmulo de colesterol ruim - Metrópoles
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  • LDL é o “colesterol ruim” e o excesso pode aumentar o risco de infarto e AVC.
  • Três pilares para reduzir o LDL: alimentação adequada, prática regular de exercícios e equilíbrio entre sono e estresse.
  • Evitar alimentos ultraprocessados com gordura trans e saturada; priorizar grãos integrais, leguminosas, frutas, verduras, peixes ricos em ômega‑3 e azeite de oliva extravirgem.
  • Prática de atividade física regular, com pelo menos 150 minutos semanais de benefício aeróbico moderado e musculação.
  • A necessidade de medicamentos é avaliada individualmente pelo médico, com base na idade, histórico e comorbidades; mudanças de estilo de vida devem ocorrer sob acompanhamento profissional.

Em entrevista, o cardiologista Ricardo Cals, do Hospital Santa Lúcia Norte, afirma que reduzir o LDL pode ir além de medicamentos. Mudanças no estilo de vida, aliadas a uma orientação médica, podem equilibrar o colesterol de forma natural.

O LDL elevado favorece o acúmulo de placas nas artérias, elevando o risco de infarto e AVC. Por isso, a adoção de hábitos saudáveis precisa ocorrer com acompanhamento de um especialista, antes de pensar em medicação.

Alimentação é o primeiro passo

O médico recomenda evitar ultraprocessados, gordura trans e gordura saturada, presentes em bacon, salsicha, sorvete e bolachas recheadas. Esses itens contribuem para aumentar o LDL.

Por outro lado, uma dieta com alimentos naturais favorece o equilíbrio do colesterol. Grãos integrais, leguminosas, frutas, verduras e peixes ricos em ômega 3 são aliados, assim como o azeite de oliva extravirgem.

Exercício físico também ajuda

A prática regular de atividade física reduz LDL e triglicerídeos, além de aumentar o HDL, o colesterol bom. A recomendação é somar pelo menos 150 minutos semanais de atividade aeróbica moderada e incluir musculação.

Segundo Cals, essa combinação otimiza o metabolismo, melhora o controle do colesterol e ajuda a evitar o ganho de peso.

Sono e estresse completam a estratégia

O terceiro pilar envolve sono de qualidade e gestão do estresse. Horas de sono ruins e altos níveis de estresse podem desregular hormônios, incluindo o cortisol, que pode elevar o LDL.

O desequilíbrio hormonal também pode favorecer ganho de peso e dificultar o controle do colesterol, tornando essencial o cuidado com a saúde mental e o descanso.

Quando o remédio é realmente necessário?

Apesar das mudanças, o médico ressalta que nem sempre elas são suficientes. A decisão sobre medicamentos é individualizada, considerando idade, histórico e comorbidades.

Cada paciente tem uma meta de colesterol. Se o estilo de vida não for suficiente ou o risco for alto, o uso de remédios pode ser indicado para reduzir o LDL.

Acompanhamento médico é essencial

O professor destaca que a exposição prolongada a níveis elevados de colesterol aumenta o risco de infarto, AVC, insuficiência renal, entre outras complicações. O acompanhamento médico é fundamental para definir a melhor estratégia.

Para mais informações, siga as fontes oficiais de saúde e ciência e consulte um profissional qualificado para orientação individual.

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