- A concentração de óbitos entre idosos no estado de São Paulo subiu de 35% para 67% em quatro décadas, segundo a Fundação Seade, com base em registros de cartórios de 645 municípios.
- Nos menores de 15 anos, os óbitos caíram de 25% em 1980 para 2% em 2024, evidenciando melhoria na mortalidade infantil.
- Entre 15 e 64 anos, a participação de óbitos passou de 39% para 31% no mesmo período.
- Houve queda geral das taxas de mortalidade e redução de mortes precoces, acompanhadas por envelhecimento e crescimento da população paulista.
- O fortalecimento do envelhecimento é atribuído à queda da fecundidade, extensão de gerações, saldos migratórios passados e maior expectativa de vida; a covid-19 foi um período excepcional.
A concentração de óbitos entre idosos aumentou no Estado de São Paulo nas últimas quatro décadas. Dados da Fundação Seade mostram que esse grupo passou de 35% para 67% das mortes. A tendência não acompanha o mesmo ritmo entre as faixas mais jovens.
Segundo a Seade, a queda da mortalidade geral é uma marca do avanço do sistema de saúde paulista, com redução de mortes precoces. O recorte abrange registros de cartórios de 645 municípios paulistas, incluindo o período da pandemia de covid-19, em que houve exceção.
Entre as crianças até 14 anos, as mortes caíram de 25% em 1980 para 2% em 2024, sinalizando melhora significativa na mortalidade infantil. Já a faixa de 15 a 64 anos caiu de 39% para 31% no mesmo intervalo.
A edição da pesquisa ressalta que o envelhecimento da população é um novo eixo da dinâmica demográfica do estado. O contingente de idosos cresce, ao passo que o grupo mais jovem encolhe, impactando a estrutura etária e as projeções futuras.
Desigualdade etária
A redução de mortes não ocorreu de forma uniforme entre as faixas etárias. Enquanto a mortalidade infantil recuou consideravelmente, a participação relativa de idosos entre as mortes aumentou, refletindo o envelhecimento populacional.
Cenário demográfico
A análise aponta queda na fecundidade, continuidade de gerações anteriores, migrações e aumento da expectativa de vida como fatores-chave. A soma desses elementos redefine a composição etária da população paulista.
Fontes: Fundação Seade, com base em dados de cartórios de 645 municípios paulistas. Supervisão editorial: Cinderela Caldeira e Paulo Capuzzo
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