- Cientistas dos Estados Unidos, Suíça e Canadá registraram pela primeira vez a ruptura de uma placa oceânica no fundo do mar, próximo à ilha de Vancouver.
- A fragmentação envolve a placa Explorer, camada mais superficial do Pacífico, com cerca de quatro milhões de anos.
- A documentação ocorreu por meio de ondas sonoras enviadas pelo navio de pesquisa Marcus G. Langseth, durante a expedição CASIE21 em dois mil e vinte um; o estudo foi publicado em setembro de dois mil e vinte e cinco na revista Science Advances.
- A pesquisa aponta a Zona de Falha de Nootka, com cerca de vinte quilômetros entre a placa Explorer e a placa Juan de Fuca, causada pela diferença de velocidades de deslocamento entre as placas.
- A subducção lenta da Explorer sob a América do Norte gerou rasgos de cerca de vinte quilômetros na Explorer; o fim desse processo pode reduzir a área continental em setenta e cinco quilômetros, e pode haver terremotos, tsunamis e liberação de fluídos quentes e de gases como metano, segundo cientistas, que pedem novos modelos geodinâmicos para entender os impactos.
De forma inédita, cientistas de EUA, Suíça e Canadá registraram a ruptura de uma placa oceânica no interior do fundo do mar. A observação envolve a placa Explorer, situada no Pacífico próximo à ilha de Vancouver, com cerca de 4 milhões de anos.
A documentação ocorreu por meio de ondas sonoras geradas pelo navio de pesquisa Marcus G. Langseth. Ao retorno, sensores registraram as fraturas, mapeando a fragmentação na região estudada.
O estudo, resultado da expedição CASIE21 de 2021, foi publicado na Science Advances em setembro de 2025. A pesquisa descreve uma zona de falhas entre a placa Explorer e a Juan de Fuca, com cerca de 20 quilômetros entre elas.
Zona de Falha de Nootka
As análises apontam tensões geradas pelo deslocamento diferencial entre as placas, com a Juan de Fuca movendo-se mais rápido para o continente. Rasgos de aproximadamente 20 quilômetros indicam afundamento lento da Explorer.
Os pesquisadores explicam que esse processo de subducção lento pode levar à fragmentação da placa e à formação de microplacas. A conclusão aponta possíveis impactos futuros na região.
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