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Falha no Ollama expõe dados de 300 mil servidores

Bleeding Llama expõe prompts, chaves de API e variáveis de ambiente em até 300 mil instâncias Ollama sem autenticação; atualização para v0.17.1 já está disponível

Bleeding Llama: falha no Ollama vaza dados de 300 mil servidores
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  • Vulnerabilidade Bleeding Llama afeta o Ollama, registrada como CVE-2026-7482, com gravidade de 9,3 e descoberta pela Cyera, envolvendo cerca de 300 mil instâncias expostas sem autenticação.
  • O flaw permite extrair prompts, chaves de API e variáveis de ambiente de instâncias acessíveis na internet, com apenas três chamadas à API sem credenciais.
  • A falha usa arquivos GGUF maliciosos e provoca leitura fora dos limites da memória (heap out-of-bounds read) durante o processamento de modelos.
  • A correção está disponível na versão 0.17.1; recomenda-se atualizar imediatamente, além de usar proxy de autenticação, firewall e isolamento de Ollama em rede sem exposição direta.
  • A Cyera orienta auditar instâncias em funcionamento e rotacionar credenciais, pois dados sensíveis podem estar expostos, especialmente quando o Ollama se conecta a ferramentas externas.

Bleeding Llama: falha no Ollama expõe dados de cerca de 300 mil servidores, segundo a Cyera. A vulnerabilidade permite extrair prompts, chaves de API e variáveis de ambiente sem credenciais, com apenas três chamadas à API. A falha recebeu CVE-2026-7482 e nota 9.3/10 na gravidade.

O Ollama é uma plataforma de código aberto que permite rodar modelos de linguagem em servidores próprios, sem depender de grandes provedores. Empresas usam a ferramenta para hospedar modelos internamente, mantend o controle dos dados. A Cyera detalha como a falha funciona.

A falha ocorre porque o Ollama não exige autenticação por padrão e escuta em todas as interfaces da máquina, deixando instâncias acessíveis pela internet expostas. O problema está na forma como o sistema lê arquivos GGUF, usados para armazenar pesos de modelos.

Para entender o ataque, a Cyera explica que o Ollama não valida o tamanho real dos dados ao processar GGUF. Um atacante pode declarar um tensor com tamanho maior que a memória efetiva, levando a leituras fora dos limites. Dados sensíveis chegam à saída sem descarte.

O ataque completo se aproveita de três chamadas à API sem autenticação: enviar o GGUF malicioso, criar um modelo com esse arquivo e enviar o modelo para um servidor externo via push. O nome do modelo pode ser uma URL controlada pelo atacante.

Entre os dados expostos estariam prompts de usuários, system prompts de outros modelos e variáveis de ambiente da máquina hospedeira, incluindo chaves de API e tokens de configuração. Em ambientes corporativos, o impacto pode incluir contratos e código proprietário.

Correção disponível e medidas

A correção foi lançada na versão 0.17.1 do Ollama. A orientação é atualizar todas as instâncias o quanto antes, além de colocar um proxy de autenticação na frente do servidor e restringir o acesso por firewall. Isolamento de rede também é recomendado.

A Cyera orienta auditar instâncias ativas para identificar exposições externas. Qualquer servidor acessível pela internet deve ser tratado como potencialmente comprometido, com rotacionamento de credenciais caso tenham passado pelo Ollama.

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