- O MV Hondius partiu de Ushuaia em 1º de abril e acumula surto de hantavírus a bordo; dois tripulantes doentes foram evacuados em Cabo Verde, onde o navio permanece.
- O governo das Ilhas Canárias é contrário ao atracamento do navio no arquipélago, e o líder Fernando Clavijo pediu reunião urgente com o governo da Espanha para discutir o caso.
- Até o momento, há oito casos de hantavírus a bordo (três confirmados e cinco suspeitos); três passageiros morreram, sendo duas mortes ligadas ao vírus; um britânico de 69 anos foi evacuado para a África do Sul com diagnóstico.
- Cerca de 149 pessoas continuam a bordo, sob medidas de precaução; dois médicos infectologistas holandeses já estão a bordo e permanecerão após a saída de Cabo Verde.
- Não existe tratamento específico para hantavírus; a OMS monitora contatos para evitar propagação e reforça medidas de prevenção, como evitar roedores e proteger ao limpar fezes.
O navio MV Hondius, que partiu de Ushuaia, Argentina, em 1º de abril, enfrenta um surto de hantavírus a bordo. Dois tripulantes já foram evacuados em Cabo Verde, onde as operações de saída do navio devem ocorrer assim que a retirada for concluída.
A embarcação permanece ancorada perto de Cabo Verde com cerca de 149 pessoas a bordo. Dois médicos infectologistas holandeses e outro profissional já estão a bordo, enquanto outros dois médicos devem chegar para acompanhar o caso.
A Administração da Oceanwide Expeditions informou que o navio pretende seguir para as Ilhas Canárias, com opções para Gran Canaria ou Tenerife, em aproximadamente três dias de navegação. Contudo, o governo das Canárias afirmou que não permitirá a entrada do navio.
Situação a bordo e avaliação de risco
A Organização Mundial da Saúde atualizou que oito casos de hantavírus foram identificados entre os ocupantes, com três casos confirmados e cinco suspeitos. Três passageiros morreram; duas mortes já foram confirmadas como associadas ao vírus.
O hantavírus é transmitido principalmente por roedores, mas pode ter transmissão entre pessoas em contatos próximos, especialmente em espaços confinados. A OMS destaca que o risco para o público é baixo.
Quatro pessoas que morreram ou adoeceram estavam ligadas diretamente ao navio; entre elas, um casal holandês e um britânico de 69 anos evacuado para tratamento na África do Sul. Um passageiro alemão também faleceu no dia 2 de maio, sem confirmação inicial sobre a relação com o vírus.
Criação de contatos e medidas
A OMS disse que está apoiando o rastreamento de contatos para monitorar potenciais exposições e evitar disseminação adicional. Do total de passageiros a bordo, 23 nacionalidades estão representadas entre os 149 ocupantes que seguem sob medidas de proteção.
Na Suíça, um homem hospitalizado foi diagnosticado com hantavírus após viajar no Hondius. A OMS confirmou que o paciente informou ter recebido um comunicado da operadora sobre a situação e recebeu atendimento médico em Zurique.
Contexto e histórico do surto
O Hondius havia deixado Ushuaia com destino ao Atlântico Sul, cruzando diversos pontos de escala antes de chegar a Cabo Verde. O episódio coloca em debate a viabilidade de novas medidas de vigilância sanitária para cruzeiros em tráfego internacional.
Dados globais sobre hantavírus indicam que existem formas graves da doença, como a Síndrome Pulmonar por Hantavírus e a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus. A alta preocupação reside nos casos de transmissão em ambientes fechados, como navios, embora o risco ao público seja considerado baixo pela OMS.
Entre na conversa da comunidade