- O estado de NSW criou o Great Koala National Park, conectando reservas e florestas públicas por corredores para o deslocamento de koalas, em uma área de quase 5.000 quilômetros quadrados.
- A designação oficial deve ficar pronta em 2026, após uma moratória temporária de extração de madeira dentro dos limites do parque.
- A criação foi o resultado de uma campanha de treze anos e foi anunciada em setembro de 2025, recebendo apoio de organizações ambientais.
- O parque deve proteger cerca de 20% da população de koalas do estado; especialistas destacam que a espécie enfrenta declínio em NSW e Queensland.
- Comunidades locais e indígenas devem atuar no ecoturismo e na restauração de habitats, buscando manter conectividade e conhecimento tradicional, enquanto há debates sobre a efetividade das medidas.
O Great Koala National Park (GKNP) chegará a quase 5 mil km² na costa leste de NSW, ligando reservas de conservação a florestas estatais para criar corredores de habitat para os koalas. A designation final deve ocorrer em 2026, segundo o governo australiano, e a área abrange parte do litoral e áreas interiores.
O GKNP surge após 13 anos de campanha de grupos ambientais e da sociedade civil. A implementação envolve a incorporação de florestas estatais ao parque, com uma moratória temporária à exploração madeireira dentro de seus limites. A medida começou em dezembro e pode durar até 12 meses, até aprovação no parlamento.
Ao todo, o parque conectará unidades de conservação existentes e florestas estaduais, consolidando um eixo de proteção para espécies nativas. A iniciativa visa preservar cerca de 20% da população de koalas silvestres do estado, segundo a Nature Conservation Council.
Especialistas destacam que a conectividade entre habitats é crucial para a espécie, que hoje enfrenta fragmentação na costa leste devido a desmatamento, expansão urbana e incêndios. Dados de 2024 estimaram entre 10 mil e 14 mil koalas na área proposta.
Outros atores ressaltam que o GKNP não garantirá recuperação rápida dos koalas, já que muitos bosques passaram por extração intensa e incêndios recentes. A solução inclui manter florestas nativas intocadas, com manejo de árvores-alvo para a espécie.
Além da proteção, o parque deverá gerar empregos ligados à conservação e ao ecoturismo. Comunidades indígenas, como a Gumbaynggirr, podem atuar como guias e defensores do território, integrando saberes tradicionais ao manejo da área.
Há também controvérsias sobre a aplicação das novas regras ambientais. A área prevista envolve leis estaduais e há dúvidas entre proprietários de terras sobre as normas de desmatamento que entraram em vigor em dezembro.
Relatórios oficiais indicam que, desde a criação do GKNP, houve ações de comunicação com proprietários rurais e autoridades locais. Mais de 240 reuniões foram realizadas para esclarecer mudanças regulatórias e procedimentos de proteção.
O histórico da espécie mostra que o koala já foi listado como vulnerável no âmbito federal em 2022. Pesquisas apontam que a população varia regionalmente, com aumentos em algumas áreas e recuos em outras ao longo dos anos.
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