- Um estudo de Rice University afirma que pessoas que perderam peso com GLP-1 são julgadas de forma mais negativa do que quem perdeu peso apenas com dieta e exercícios ou não perdeu peso.
- A pesquisa, publicada no International Journal of Obesity em 3 de abril, avaliou histórico de peso de uma pessoa fictícia que usou GLP-1, apenas dieta e exercícios, ou não perdeu peso.
- Os pesquisadores ficaram surpresos ao constatar o maior julgamento sobre quem utilizou GLP-1, independentemente de ter emagrecido ou não.
- Na segunda parte do estudo, que examinou o estigma em relação à recuperação de peso, as pessoas foram mais condescendentes com usuários de GLP-1 do que com quem não usou o medicamento, mas ainda assim houve preconceito.
- O estudo destaca a importância de entender o estigma ligado aos GLP-1 para não dificultar decisões de saúde, acesso a tratamento e diálogo com profissionais.
O uso de medicamentos GLP-1 para perda de peso pode gerar julgamento social, aponta estudo recente. Pesquisadores da Rice University observaram atitudes de avaliadores frente a uma pessoa fictícia que perdeu peso com GLP-1, com dieta e exercícios, ou sem perda. O trabalho foi publicado no International Journal of Obesity em 3 de abril.
A pesquisa revelou que pessoas que usaram GLP-1 foram avaliadas de forma mais negativa do que aquelas que emagreceram apenas com métodos tradicionais ou que não emagreceram. Os autores destacam que o preconceito ocorre independentemente de a pessoa ter conseguido ou não perder peso.
O estudo também examinou o estigma relacionado à recuperação de peso. Mesmo com reganho, avaliadores mostraram menos tolerância se a pessoa usou GLP-1, criticando menos a via de emagrecimento do que a recuperação em si. A recuperação permanece alvo de julgamento social amplo.
Para Erin Standen, professora assistente da Rice, o peso é um fator de estigma múltiplo, que pode persiste em várias etapas. Os pesquisadores ressaltam que a percepção negativa pode influenciar decisões de saúde, como buscar tratamento ou conversar com profissionais.
A análise também aponta fatores de custo e acesso. Medicações GLP-1 de marca continuam caras e sem ampla alternativa genérica, o que pode intensificar o debate público sobre o uso dessas drogas para emagrecimento.
Standen, Phelan e Tomiyama destacam a necessidade de intervenções para reduzir o estigma relacionado ao uso de GLP-1s. O objetivo é proteger o bem-estar das pessoas e estimular que busquem orientação médica sem receio de preconceito.
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