- A Polícia Rodoviária Federal vai realizar um período de testes de 180 dias com radares equipados com inteligência artificial nas rodovias federais.
- Quatro empresas, incluindo uma gaúcha, forneceram os equipamentos que também fazem reconhecimento de placas e avaliam o comportamento dos ocupantes para identificar infrações dentro do veículo.
- O sistema pode detectar até 82 tipos de infrações, como uso do celular ao volante, falta do cinto de segurança e dirigir com apenas uma das mãos.
- Entre as ações monitoradas estão ultrapassagens pelo acostamento ou pela direita, recusa de passagem pela esquerda e condução de motocicletas sem capacete; os registros são enviados em tempo real a uma central de monitoramento.
- Os detalhes sobre locais de testes e validação das multas no semestre inicial não foram divulgados; as empresas responsáveis pela doação também ficarão responsáveis pela manutenção e pelo treinamento dos operadores. A tecnologia já opera na BR-101, no Espírito Santo, com registro de mais de quatrocentas infrações em um mês.
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) vai realizar um período de testes de 180 dias com radares equipados com inteligência artificial. O objetivo é reforçar a fiscalização nas rodovias federais, identificando infrações no interior dos veículos.
Quatro empresas, incluindo uma gaúcha, doaram os equipamentos. Além de reconhecer placas, o sistema analisa o comportamento dos ocupantes para flagrar condutas proibidas dentro do automóvel, como falta de cinto e dirigir com apenas uma das mãos.
O conjunto tecnológico pode detectar até 82 tipos de infrações. Entre elas estão uso de celular ao volante e consumo de chimarrão durante a condução, condutas que violam a regra de manter as duas mãos no volante.
Os radares monitoram ainda ultrapassagens pelo acostamento ou pela direita, recusa em dar passagem pela esquerda e condução de motocicletas sem capacete. Os registros são enviados em tempo real a uma central de monitoramento.
Um policial avalia as imagens para decidir a aplicação de medidas administrativas. A PRF não detalhou locais exatos dos testes nem a validação de multas neste semestre inicial.
A manutenção e o treinamento dos operadores ficarão a cargo das empresas que doaram os dispositivos, segundo a PRF. A iniciativa busca ampliar a fiscalização com tecnologia de reconhecimento de padrões de comportamento.
Tecnologia semelhante já está em operação na BR-101, no Espírito Santo, onde houve registro de mais de 430 infrações em um mês, sendo a maioria relacionada à ausência do cinto de segurança.
Entre na conversa da comunidade