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Startup brasileira conquista espaço entre os astronautas da NASA

Condor Instruments fornece actígrafo utilizado pela Artemis II, elevando visibilidade internacional e impulsionando expansão com novos clientes e versão do sensor

A startup brasileira que chegou ao pulso dos astronautas da NASA
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  • A Condor Instruments, startup brasileira, fabricou o actígrafo ActLumus usado pelos astronautas da missão Artemis II da NASA.
  • Os fundadores só souberam da participação da empresa quando assistiram aos vídeos da missão que mostram o equipamento em uso no espaço.
  • A empresa, com fábrica em São Paulo, não foi desenvolvida pela USP, ocupando espaço dentro da incubadora Cietec para operar de forma independente.
  • Principais clientes no exterior incluem Harvard, Stanford, NIH e NHS; além de companhias como United Airlines, Air Canada e FedEx.
  • A Condor produz até trêscentos dispositivos por mês, com preço próximo de US$ 700, faturou R$ 6,6 milhões no ano passado e estima vender cerca de 3,5 mil unidades em 2026, mirando expansão com novos produtos.

A startup brasileira Condor Instruments forneceu um actígrafo usado pelos astronautas da missão Artemis II da NASA, durante a retomada da exploração lunar. O equipamento foi criado para monitorar ciclos de atividade e repouso do corpo humano, com sensores de luminosidade e temperatura da pele para analisar o ritmo circadiano. A descoberta ocorreu ao observar vídeos da missão, em que o modelo ActLumus aparece sendo utilizado.

Fundadores da empresa só souberam da seleção para uso na missão no dia do lançamento. O anúncio gerou emoção interna ao ver o próprio dispositivo em uso pelos astronautas, segundo o diretor de operações Rodrigo Trevisan Okamoto. A Condor fica em São Paulo, ainda que a produção ocorra em uma pequena fábrica da cidade.

O ato de se conectar com a NASA ocorreu após uma participação em uma seleção internacional há cerca de três anos. O dispositivo da Condor, fabricado no Brasil, já aparecia em vídeos oficiais da NASA durante a missão, registrando marcos como o ponto mais distante alcançado pela nave.

O que é o produto e como funciona

O actígrafo da Condor mede ritmos biológicos por meio de sensores de luz que incluem o espectro melanópico. A tecnologia é considerada de ponta para monitoramento do sono e da vigília, com uso em centros de pesquisa globais e em companhias aéreas para segurança do trabalho.

Segundo o CTO Luis Filipe Rossi, o aparelho não é um smartwatch tradicional, mas fornece dados avançados no que tange à melatonina e ao sono. A empresa destaca que seus sensores oferecem informações de alta precisão dentro da área de actigrafia.

Trajetória e posição no mercado

Fundada em 2013, a Condor nasceu com aporte inicial de 40 mil reais e recebeu quase 195 mil reais em fomento da Fapesp. A empresa opera de forma independente da USP, embora funcione dentro do espaço da incubadora Cietec.

A produção tem capacidade de até 300 unidades por mês, com preço unitário próximo de US$ 700. No último ano, o faturamento registrado foi de cerca de 6,6 milhões de reais, e a previsão para 2026 aponta chegada a 3.500 unidades, com faturamento estimado em torno de 10 milhões de reais.

Perspectivas futuras

Com a visibilidade gerada pela Artemis II, a Condor aguarda novos contratos com agências espaciais e avalia o lançamento de uma versão do ActLumus com sensor de luz ainda mais avançado. Além disso, a empresa trabalha em um wearable para rastrear o ritmo circadiano, ainda sem detalhes divulgados. A NASA pode representar a porta de entrada para novos projetos, incluindo a missão ao polo Sul prevista para 2028.

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