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Surtos de hantavírus são raros, não vão desaparecer e não há cura

Surto de hantavírus a bordo de cruzeiro no Atlântico deixa três mortos; vírus permanece sem cura nem vacina

Amostra de tecido hepático extraída de um paciente com síndrome pulmonar por hantavírus
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  • O hantavírus é zoonótico, transmitido por roedores, e os surtos são raros, mas não desaparecem; não há cura.
  • A doença foi reconhecida a partir do surto da Guerra da Coreia, em 1951, que levou ao nome hantavírus.
  • Em 1993, nos Estados Unidos, foram identificadas cepas do Novo Mundo em grandes portos e na região de Four Corners, com alta letalidade na localidade.
  • Nas Américas, cepas como o vírus Andes surgiram no Chile/Argentina, com maior gravidade respiratória e casos de transmissão entre pessoas sendo extremamente raros.
  • Em 2026, dois casos confirmados e cinco suspeitos foram registrados a bordo do navio M/V Hondius no Atlântico, com três mortes; a hipótese mais provável é exposição a roedores, possivelmente associada à cepa Andes.

O hantavírus, vírus zoonótico transmitido por roedores, tem surtos raros mas não desaparecerá. Em maio de 2026, dois casos foram confirmados a bordo do navio M/V Hondius no Oceano Atlântico, com cinco casos suspeitos e três mortes registradas até o momento, segundo a Organização Mundial da Saúde. A embarcação partiu da Argentina.

Especialistas apontam que a cepa envolvida é a Andes, típica das Américas, associada a casos graves de síndrome pulmonar por hantavírus. Embora haja possibilidade de transmissão entre humanos, a hipótese mais provável é exposição a roedores a bordo ou em portos de escala na região.

Profissionais destacam que ainda não há vacina, nem cura comprovada, e que o manejo depende de diagnóstico precoce e cuidados de suporte. Sabra Klein, da Johns Hopkins, ressalta que diferentes espécies carregam cepas distintas, com variabilidade de gravidade entre Velho Mundo e Novo Mundo.

Surtos históricos e contexto

Em 1951, soldados na Guerra da Coreia registraram o primeiro amplo conjunto de casos que originou o nome hantavírus. Ao longo do século XX, surtos ocorreram na Sibéria, Europa e China, com o tempo ajudando a mapear as cepas.

América: chegada e expansão

Em 1993, a presença de hantavírus do Velho Mundo foi confirmada na Costa Leste dos EUA, com contágio associando-se a roedores urbanos. Nessa mesma década, o vírus Sin Nombre foi identificado no Four Corners, no oeste americano, causando mortalidade elevada.

Nações e episódios marcantes

Em 2002, Chile registrou o vírus Andes, com maior letalidade e possibilidade de transmissão entre pessoas. Em 2018-2019, Argentina viveu o surto de Epuyén, com 29 casos e 11 mortes, um episódio de transmissão sustentada.

Cenário atual

O caso de 2026 reforça a necessidade de vigilância sobre hantavírus em viagens internacionais e ambientes com roedores. A comunidade científica continua monitorando a situação, avaliando medidas de prevenção e resposta rápida a novos casos. Vale ressaltar que o manejo depende de diagnóstico clínico e apoio intensivo aos pacientes.

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