- O navio de luxo M/V Hondius, em viagem para as ilhas Canárias, teve um surto de hantavírus com oito casos confirmados entre passageiros, incluindo três mortes.
- A transmissão ocorre principalmente por contato próximo; no entanto, a cepa Andes pode se espalhar entre pessoas, o que preocupa autoridades, ainda que o risco ao público em geral seja considerado baixo no momento.
- Vinte e nove pessoas desembarcaram do navio em St. Helena, em 24 de abril, e seguem sob monitoramento: um suíço que deixou o navio testou positivo; dois contatos no Reino Unido estão em isolamento.
- O CDC (Centro de Controle de Doenças dos Estados Unidos) acompanha viajantes americanos a bordo e reforça que a doença costuma exigir contato próximo para se propagar.
- Investigações apontam que o surto pode ter começado em Ushuaia, Argentina, com ações de vigilância para capturar e testar roedores na região; a hantavírus Andes é comum na Argentina.
O Ministério da Saúde divulgou que um surto raro de hantavírus a bordo do cruzeiro MV Hondius, com destino às Ilhas Canárias, deixou oito casos entre os passageiros, incluindo três óbitos. A embarcação viajava pela costa atlântica quando os casos começaram a aparecer.
Os registros apontam que 29 pessoas desembarcaram do navio no remoto território de Santa Helena, em 24 de abril. Entre os convidados, há um suíço que aterrissou em tratamento após testar positivo; dois cidadãos do Reino Unido também estão em isolamento voluntário após retornar ao país. Os EUA contabilizam seis passageiros entre os que fizeram o desembarque.
Autoridades de saúde de vários países acompanham o desdobramento, com vigilância de contatos e ações de rastreamento. O CDC, nos EUA, informou monitoramento próximo de viajantes norte-americanos a bordo. A origem do contato que desencadeou os casos ainda é objeto de investigação.
Transmissão e risco
O hantavírus costuma ser transmitido por roedores, principalmente por meio de aerossóis de fezes, urina ou saliva. A cepa encontrada no Hondius é a Andes, que pode transmitir de pessoa para pessoa, embora a transmissão casual seja incomum. A gravidade pode incluir febre, dores musculares, fadiga e dificuldade respiratória.
Especialistas destacam que o risco para o público em geral é baixo no momento, e que a maior parte da transmissão ocorre entre contatos próximos. A Organização Mundial da Saúde informou que o vírus se comporta de maneira diferente de Covid-19 e influenza.
Ações e próximos passos
As equipes de saúde estão realizando contatos e monitoramento de estudantes, turistas e tripulantes que desembarcaram. Em Argentina, autoridades anunciaram que vão capturar e testar roedores na cidade de Ushuaia para entender a presença do vírus Andes na região.
Em nota, autoridades suíças afirmaram que não há perigo para o público suíço, mesmo com o caso positivo de um homem que retornou ao país. A esposa, que viajou com ele, permanece em isolamento como precaução. As investigações continuam para esclarecer como o surto teve início a bordo.
Entre na conversa da comunidade