- A Organização Mundial da Saúde confirmou cinco casos de hantavírus ligados ao navio MV Hondius, com três mortes até o momento; havia 147 pessoas a bordo (88 passageiros e 59 tripulantes).
- O navio, que saiu de Cabo Verde, segue para as Ilhas Canárias, com Tenerife como ponto de desembarque para análise e desinfecção do navio após a atracação.
- Países como Espanha, Reino Unido, Suíça e Estados Unidos monitoram contatos e passageiros; há casos confirmados no Reino Unido e um suspeito na ilha de Tristão da Cunha.
- A cepa identificada é a hantavírus dos Andes; a transmissão entre pessoas é rara, o período de incubação é de uma a seis semanas e o monitoramento recomendado é de 45 dias.
- Não há vacina ou tratamento específico; o manejo é de suporte e encaminhamento a UTIs; dois médicos holandeses estão a bordo para atendimento.
O surto de hantavírus ligado ao navio de cruzeiro MV Hondius ganhou contorno internacional. Cinco casos confirmados em pessoas associadas ao navio foram anunciados pela OMS, que também aponta possível transmissão entre ocupantes a bordo. O navio segue viagem após cruzar o Atlântico.
A OMS informou que, desde 11 de abril, três passageiros morreram e outras pessoas adoeceram. O surto foi registrado à organização em 2 de maio e, até o momento, o risco para o público permanece baixo. Autoridades espanholas planejam investigação epidemiológica e desinfecção após atracação em Tenerife.
Casos, pessoas envolvidas e trajetória do surto
Segundo a OMS, 147 pessoas estavam a bordo: 88 passageiros e 59 tripulantes, de 23 nacionalidades, incluindo 17 americanos. Rastreamento de contatos envolve 82 passageiros e 6 tripulantes de um voo de 25 de abril para Joanesburgo, que ligava a uma passageira holandesa falecida.
A KLM informou contato com passageiros de outro voo em Joanesburgo; a passageira holandesa deixou o KL592 por estar muito doente. Uma comissária de bordo com sintomas testou negativo. Casos confirmados surgem no Reino Unido e na Suíça, com monitoramento em outros países.
Situação clínica e ações de saúde pública
Autoridades britânicas confirmaram dois casos no Reino Unido e um caso suspeito adicional de um britânico que desembarcou na ilha de Tristão da Cunha. Na Suíça, rastreamento inclui um passageiro tratado em hospital; a esposa dele, sem sintomas, permanece em isolamento.
Nos Estados Unidos, o governo acompanha passageiros e responde a notificações de saúde locais. Em Geórgia e outros estados, passageiros retornados são monitorados; nenhum apresenta sinais da doença até o momento. Em Santa Helena, autoridades investigam parte de desembarques de finais de abril.
Onde está o navio e próximos passos
O MV Hondius partiu de Cabo Verde e segue para o norte, com previsão de chegar às Ilhas Canárias em três a quatro dias. O plano inclui desembarque seguro em Tenerife e desinfecção do navio antes de qualquer novo embarque no destino.
Quatorze passageiros espanhóis devem ser encaminhados a um hospital militar após avaliação. O restante será repatriado, conforme anunciam autoridades da Espanha. A origem do vírus ainda é objeto de investigações pelas autoridades de saúde globais.
Sobre o vírus e monitoramento
A OMS confirmou que a cepa identificada é hantavírus dos Andes, conhecida por transmissão humana rara, porém possível em ambientes de contato próximo. O período de incubação varia de uma a seis semanas, com sintomas que podem surgir até oito semanas após a exposição.
A organização recomenda vigilância de até 45 dias para passageiros e tripulantes. Não existe vacina nem tratamento específico; o manejo é por suporte clínico e encaminhamento a UTIs quando necessário.
Dados históricos e contexto
O hantavírus é raro e pode provocar a síndrome pulmonar por hantavírus. A mortalidade entre pacientes com sintomas respiratórios pode alcançar aproximadamente 38%. Dados históricos indicam casos significativos na América, com transmissão restrita em certos ambientes.
A OMS classifica o hantavírus como prioridade emergente, dada a gravidade das infecções associadas. Autoridades de saúde ao redor do mundo mantêm monitoramento ativo de contatos e portos para evitar novos desdobramentos.
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