- Dois casos confirmados de hantavírus no Brasil nesta sexta-feira, com 11 casos em investigação no país.
- Os casos no navio de cruzeiro que seguia da Argentina para Cabo Verde ajudaram a acender o alerta; a Organização Mundial da Saúde acompanha os desdobramentos.
- Especialistas destacam que hantavírus é diferente do coronavírus, apesar de ambos serem vírus de RNA; a hantavirose pode ser grave, especialmente pelo comprometimento pulmonar.
- A transmissão ocorre principalmente por contato com secreções e excreções de roedores; há registro de transmissão entre pessoas em contatos muito próximos; o risco de pandemia é considerado baixo pela OMS.
- Em casos graves, a hantavirose pode causar síndrome cardiopulmonar com choque, exigindo atendimento em unidade de terapia intensiva e, muitas vezes, ventilação mecânica; prevenção envolve higiene, limpeza adequada e evitar contato com roedores.
O Brasil confirmou nesta sexta-feira (8) dois casos de hantavírus, gerando alerta de possíveis desdobramentos. Há ainda 11 casos em investigação no país, em um cenário acompanhado por autoridades sanitárias. A confirmação ocorreu após casos recentes envolvendo um navio de cruzeiro que viajava da Argentina para Cabo Verde.
Especialistas destacam diferenças entre hantavírus e coronavírus. O hantavírus pertence a família distinta e, embora ambos utilizem RNA, apresentam estruturas diferentes. A transmissão ocorre principalmente por roedores, com possível infecção humana por contato com secreções, fezes ou urina contaminadas.
A OMS acompanha o tema e avalia riscos de disseminação. Em entrevistas, médicos ressaltam que o risco de pandemia é considerado baixo neste momento, desde que haja isolamento de casos e monitoramento constante. As autoridades orientam vigilância epidemiológica contínua.
Sintomas
O hantavírus pode provocar hantavirose, com quadro grave em alguns pacientes. A infecção pode levar a insuficiência respiratória rápida, exigindo intervenção médica intensiva. A evolução varia conforme o caso e a cepa envolvida.
Entre os relatos, existe menção à síndrome cardiopulmonar associada à cepa andina, com possibilidade de choque em parte dos acometidos. Nesses cenários, prontidão de UTI e suporte ventilatório costumam ser necessários.
A explicação médica aponta que o vírus aumenta a permeabilidade vascular, causando acúmulo de líquido no pulmão e piora rápida dos quadros. Em muitos casos, a evolução ocorre em horas ou poucos dias.
Prevenção
Medidas preventivas abrangem higiene adequada e controle de roedores. Recomenda-se manter ambientes fechados, proteger depósitos de alimento e evitar acúmulo de lixo. Limpezas devem ocorrer com ventilação prévia e uso de desinfetantes adequados.
A OMS e especialistas destacam higienização das mãos e desinfecção de superfícies como ações eficazes. Em áreas de risco, o uso de máscaras e luvas pode reduzir a exposição a partículas contaminadas durante limpeza. Evitar contato próximo com indivíduos expostos é recomendado.
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