- Steve Green, com uma Kombi VW velha chamada Cecil, atua para retirar 166 barcos de fibra de vidro abandonados dos estuários de Helford e Fal, em Cornwall.
- Os barcos vazam toxinas na água e são classificados por biólogos marinhos como perigosos, com fibras de fibreglass encontradas nos tecidos de animais marinhos próximos a navios abandonados.
- Cada remoção custa entre £1.000 e £3.000 para a organização Clean Ocean Sailing, fundada por ele e pela mulher; muitos barcos terminam em aterro.
- O crowdfunding, impulsionado pela divulgação no Guardian, já ultrapassou £23.000, após leitores contribuírem com valores entre £2,50 e £1.000 cada.
- Um navio de 24 pés já teve resposta de seu proprietário, que pediu desculpas e disse que o projeto saiu do controle; Green planeja começar a limpar o casco e retirar os entulhos com ajuda de voluntários locais.
Steve Green assumption: missão de limpar barcos abandonados na Cornualha gerou mobilização. O veículo é uma van VW 1972 chamada Cecil, que funciona com óleo de chip doado por pubs locais. Ele atua para remover 166 veleiros de fibra de vidro esquecidos em riachos de Helford e Fal.
Os barcos, além de causar poluição, liberam fibras perigosas na água ambientalmente sensíveis da região. Biólogos marinhos comparam as fibras de fibra de vidro a materiais perigosos encontrados em outras áreas costeiras do Reino Unido, exigindo ações de retirada e descarte.
Green dirige, com a esposa, a organização Clean Ocean Sailing. Cada barco retirado custa entre 1.000 e 3.000 libras para ser descartado em aterro. No ano anterior, ele arcou com cerca de 8.000 libras em crédito pessoal quando verbas não cobriram todas as remoções.
A comoção pública começou após uma reportagem do Guardian sobre o caso. Doações de leitores já ultrapassam 23.000 libras, com apoios que vão de pequenas contribuições a mil libras. Diversos apoiadores destacaram ligações pessoais com a região de Cornwall.
O impacto financeiro acelerou ações de Green: foram afixados avisos legais em cerca de 20 veleiros abandonados, oferecendo 30 dias para que os proprietários se apresentem antes do encaminhamento para descarte. Um proprietário já respondeu, apresentando desculpas pelo projeto ter dado errado, mas sem assumir custos adicionais.
Dias após a matéria, Green reuniu voluntários e retirou sete embarcações menores, incluindo botes, com a expectativa de conseguir espaço para o armazenamento provisório. O grupo pretende mobilizar mais gente e recursos para continuar as remoções, conforme relatos do próprio ativista.
A iniciativa ocorre em meio a um panorama nacional de barcos desativados. Muitos proprietários não precisam de licença em águas costeiras, o que facilita o abandono. A ação de Green visa reduzir danos ambientais e incentivar medidas de descarte adequado, com apoio recebido por meio de crowdfunding. Fonte: Guardian.
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