- Surtos em cruzeiro entre a Argentina e Cabo Verde: oito casos suspeitos, cinco confirmados; três mortes, sendo uma associada à hantavirose; não há brasileiros entre os casos até o momento.
- A Organização Mundial da Saúde afirma que não há risco de uma nova pandemia; a hantavirose não se transmite facilmente entre pessoas.
- No Brasil, a hantavirose é conhecida desde 1993 e costuma se apresentar como Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, com letalidade de 46%.
- A Região Sul concentra a maioria dos casos; em 2026, até agora foram registrados sete casos.
- Ao todo, 16 estados já tiveram casos da doença: Pará, Rondônia, Amazonas, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
Nessa semana, o hantavírus voltou aos holofotes após surto a bordo de um cruzeiro que partiu da Argentina com destino a Cabo Verde. Até sexta (08/05), oito casos suspeitos foram registrados, cinco confirmados. Três pessoas morreram, uma morte está associada à hantavirose.
Autoridades rastreiam passageiros a bordo, vindos de Reino Unido, África do Sul, EUA e Holanda. Não há registros de brasileiros entre os casos até o momento. A OMS afirma que não houve percepção de risco de pandemia.
A hantavirose é zoonose causada por hantavírus, transmitido por roedores. A disseminação entre pessoas é incomum, o que reduz o risco de surto global. Não há tratamento específico e a doença pode evoluir para Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus.
Infecções por hantavírus no Brasil
No Brasil, o primeiro caso ocorreu em 1993. A doença costuma se manifestar como SCPH, com período de incubação de 1 a 5 semanas. Os sintomas iniciais incluem febre, dores no corpo e mal-estar.
O quadro pode evoluir rapidamente para problemas respiratórios graves, com queda de pressão e taquicardia. O diagnóstico é feito por sorologia pelo SUS. A taxa de letalidade no país é de cerca de 46%.
Segundo o Ministério da Saúde, o aumento de casos está relacionado a desmatamento, maior população de roedores e expansão urbana sobre áreas naturais.
Casos por ano (Brasil)
- 2013: 135 casos; Sul e Centro-Oeste mais afetadas.
- 2014: 83 casos; Sul e Sudeste com maior impacto.
- 2015: 115 casos; Sul e Centro-Oeste lideram.
- 2016: 87 casos; Sul e Sudeste com mais ocorrências.
- 2017: 65 casos; região Sul mais atingida.
- 2018: 61 casos; Sul e Sudeste concentram.
- 2019: 50 casos; Sul e Centro-Oeste com mais registros.
- 2020: 28 casos; Sul e Sudeste apresentam mais casos.
- 2021: 27 casos; Sul predomina.
- 2022: 57 casos; Sul é a região mais afetada.
- 2023: 66 casos; Sul concentra a maioria.
- 2024: 44 casos; Sul e Sudeste com mais ocorrências.
- 2025: 35 casos; Sul é a região mais afetada.
- 2026: 7 casos; queda gradual até o momento.
Fonte: boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. A Região Sul concentra a maioria das infecções; fora dela, há variação sazonal ligada a roedores. Casos ocorrem principalmente em áreas rurais ligadas à agricultura.
Até hoje, 16 estados registraram hantavirose: Pará, Rondônia, Amazonas, Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Maranhão, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul.
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