- Casos de hantavírus na Argentina passaram de 57 para 101 até o momento nesta temporada, com 32 mortes registradas no país.
- O estado de emergência ganhou atenção após o surto no navio de cruzeiro MV Hondius, que teve origem ainda desconhecida; o navio deixou Ushuaia em 1º de abril e segue para Tenerife, Espanha.
- A província de Buenos Aires lidera as infecções, com 42 registros, e a região central também registra números expressivos; o hantavírus é endêmico em algumas áreas da Argentina.
- Especialistas apontam mudanças climáticas e destruição de habitats como fatores que expandem o alcance do hantavírus, que se transmite principalmente por urina ou fezes de roedores infectados.
- O surto no Hondius envolve a cepa Andes do hantavírus, uma forma rara que pode, em casos poucos, ser transmitida entre humanos por contato próximo; autoridades monitoram a situação e reforçam medidas de segurança.
Casos de hantavírus na Argentina chegaram a 101 confirmações na temporada, iniciada em junho de 2025, segundo o Ministério da Saúde. O aumento levou o país a registrar 32 mortes, a maior cifra desde 2018, quando houve um surto significativo na Patagônia.
O crescimento ocorre em meio a rastreamentos de um casal holandês que percorreu várias regiões do país e morreu durante o surto ligado ao navio de cruzeiro MV Hondius. A embarcação saiu de Ushuaia, no sul argentino, em 1º de abril e segue hoje para as Ilhas Canárias, na Espanha.
O cruzeiro tem como destino Tenerife, com expectativa de atracar no porto industrial de Granadilla no início da manhã de domingo. A origem do surto a bordo ainda não foi esclarecida, e as autoridades não confirmaram transmissão entre passageiros.
Contágio, causas e mudanças climáticas
Especialistas apontam mudanças climáticas e degradação de habitats como fatores que impulsionam a disseminação do hantavírus, transmitido principalmente pela urina e fezes de roedores infectados. A temporada atual já registrou mais casos na região central do país, com Buenos Aires liderando com 42 infecções.
A transmissão entre humanos, associada à cepa Andes identificada no navio, é considerada rara e geralmente exige contato próximo. Organizações destacam que o turismo em áreas de risco pode aumentar exposições a roedores, sobretudo em áreas com vegetação densa.
Regiões de maior risco e ações em curso
Quatro regiões históricas no país concentram maior risco: Noroeste, Nordeste, Centro e Sul. O casal visitou Misiones e Neuquén durante a viagem, antes de embarcar no navio. Equipas técnicas do Ministério da Saúde seguem para Ushuaia para capturar e analisar roedores ligados ao trajeto.
Autoridades ressaltam que, apesar de Ushuaia não apresentar histórico recente de hantavírus, o vírus é endêmico em outras partes da Argentina. A investigação envolve cruzar registros de aeroportos e trajetos de viagem para entender o trajeto do casal.
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