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Hantavírus a bordo transforma cruzeiro em tragédia

Outbreak de hantavírus a bordo do MV Hondius deixa três mortos; desembarque negado em Cape Verde e Tenerife, com monitoramento de passageiros e trips mantidos em isolamento

An outbreak of hantavirus on the MV Hondius has killed three passengers with more cases confirmed. Composite: Artwork by Alex Mellon and Guardian Design. Source photographs by Getty Images
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  • Um surto de hantavírus a bordo do MV Hondius deixou três mortos, com mais casos confirmados entre passageiros e tripulação; autoridades apontam que a transmissão humano a humano é rara e o risco global é baixo.
  • O navio, com 88 passageiros e 61 tripulantes de 23 nacionalidades, ficou sem desembarque em Cape Verde após a recusa das autoridades locais, que o mantiveram atracado por dias.
  • A situação escalou até as Ilhas Canárias, com acordo para atracar em Tenerife após negociações com a Organização Mundial da Saúde; o barco ficou ancorado até que todos descessem.
  • Várias evacuações médicas ocorreram: um britânico evacuado para a África do Sul, uma mulher alemã de 80 anos e outros pacientes; autoridades monitoram pelo menos 29 passageiros de 12 nacionalidades que desembarcaram em St Helena.
  • O ruído sobre o caso tem foco em como será a vigilância de passageiros ao retornar aos seus países, com possibilidade de autoisolar 45 dias para alguns britânicos; especialistas ressaltam que não se trata de Covid-19.

O confinemento de hantavírus a bordo do MV Hondius transformou o que era uma expedição de 35 dias em uma crise de saúde pública. O navio, com 88 passageiros e 61 tripulantes de 23 nacionalidades, foi impedido de desembarcar em Cape Verde após novos casos serem confirmados. O surto já deixou três mortes.

A situação ocorreu após o cruzeiro partir de Ushuaia, na Argentina, em direção a Cape Verde, com paradas em ilhas remotas. O navio ficou preso ao largo de Cabo Verde por três dias, enquanto autoridades avaliavam a contenção e o monitoramento de passageiros e tripulação.

Os primeiros óbitos começaram em abril, com a morte de um homem holandês de 70 anos. A esposa, que também embarcou no navio, apresentou sintomas e morreu dias depois. Um passageiro britânico hospitalizado e outro caso grave também foram registrados.

Ao longo do trajeto, o Hondius recebeu a confirmação de hantavírus. A transmissão entre pessoas é rara, segundo a OMS, e o risco à saúde pública é considerado baixo. Ainda assim, a situação exigiu isolamento, monitoramento médico e reforço de ações de controle sanitário.

A escolha de permitir desembarque foi objeto de negociação entre Capo Verde, Estados envolvido e a OMS. Capo Verde justificou a recusa inicial de ancoragem como medida de proteção à população local. O navio permaneceu ancorado próximo a Tenerife, nas Canárias, por decisão temporária.

Desdobramentos

No sábado, um casal de britânicos foi evacuado para tratamento, e a esposa do holandês também foi levada para avaliação. Uma comitiva médica sul-africana embarcou para verificar a situação a bordo e iniciar a triagem de casos.

A bordo, houve relatos de alívio entre alguns passageiros com a movimentação do navio, enquanto outros permaneceram apreensivos. autoridades de saúde continuam a acompanhar 29 passageiros de 12 nacionalidades que desembarcaram em St Helena, além de casos suspeitos em Tristan da Cunha.

Especialistas destacam que cruzeiros oferecem condições favoráveis para surtos de doenças devido a espaços fechados e convivência intensa. Contudo, a contenção rápida, o rastreamento de contatos e a higiene rigorosa ajudam a limitar a proliferação.

Entretanto, alguns tripulantes e passageiros permanecem isolados até a conclusão dos protocolos. Autoridades de saúde ressaltam que não houve início de epidêmica global e que a situação permanece sob vigilância constante.

O Hondius está autorizado a seguir viagem à Canárias, com chegada prevista a Tenerife. A previsão é de que todos os passageiros sejam avaliados e desembarquem com os procedimentos de quarentena necessários.

As autoridades continuam a monitorar a evolução do surto e a cooperação internacional entre portos, organizações de saúde e autoridades nacionais. O objetivo é evitar novos casos e garantir a segurança de quem retorna aos seus países.

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