- Yasmin Peixoto, 30 anos, convive com sinostose radiocubital proximal, malformação congênita que funde o rádio ao cúbito e restringe a rotação do antebraço.
- O diagnóstico costuma ocorrer na infância; aos 10 anos ela percebeu que era diferente e decidiu buscar confirmação médica.
- Nas redes sociais, ela compartilha adaptações para carregar objetos e usar ferramentas, conteúdo que viralizou por ser informativo e bem-humorado.
- Os maiores desafios ficam em tarefas diárias, como higiene e pegar objetos grandes, mas com apoio da família ela desenvolveu maneiras para ganhar autonomia.
- Yasmin diz não se definir pela limitação, busca aprender constantemente e acredita que compartilhar a experiência ajuda outras pessoas a conhecerem a condição.
Aos 30 anos, Yasmin Peixoto convive desde a infância com a sinostose radiocubital proximal, uma malformação congênita que restringe o movimento dos braços e impede o giro das palmas. Ela ganhou visibilidade ao compartilhar rotinas e adaptações para carregar objetos, ganhando alcance nas redes sociais.
Segundo a Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia, a sinostose radiocubital proximal envolve a fusão do rádio e do cúbito, prejudicando a rotação do antebraço. O diagnóstico costuma ocorrer na infância e pode dificultar atividades como alimentação, higiene e manejo de objetos.
Ao Terra, Yasmin relatou o processo de aceitação ao longo dos anos. Na infância, não compreendia a condição e foi orientada pela mãe. Aos 10 anos passou a buscar esclarecimentos médicos para entender as diferenças percebidas.
Desafios do cotidiano e aprendizados
As dificuldades aparecem principalmente em tarefas diárias, como carregar objetos grandes. Ela descreve o desconforto emocional de se sentir inadequada, especialmente pela percepção de observação alheia em situações simples.
Para enfrentar as limitações, Yasmin investiu em adaptações e busca manter a independência. Ela não se define pela malformação e busca alternativas para realizar atividades com as próprias mãos.
Entre as estratégias adotadas, destaca o uso criativo de ferramentas, utensílios e objetos do dia a dia. Com o tempo, as adaptações se tornaram parte da rotina e da identidade dela.
Impacto nas redes e disseminação de informação
Publicar vídeos e relatos ajudou a esclarecer a condição e a orientar quem enfrenta a mesma situação. Segundo Yasmin, muitos espectadores passaram a conhecer o nome da doença e buscaram atendimento médico.
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