O Rio Grande do Sul vive um momento de alerta na saúde pública, com aumento significativo de doenças respiratórias entre crianças. O governo estadual decretou estado de emergência por 120 dias para ampliar a capacidade de atendimento durante a chamada Operação Inverno.
Internações por influenza cresceram 533% em poucas semanas, segundo a Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul (SPRS). Ao mesmo tempo, casos de rinovírus em menores de 12 anos subiram acima de 528%, evidenciando pressão sobre leitos pediátricos.
A medida busca a abertura de quase 1,9 mil novos leitos para atender a demanda. A intenção é aumentar a capacidade de atendimento em hospitais públicos e privados da rede de saúde regional.
Sinais de alerta para buscar ajuda médica
Quadros leves podem evoluir rapidamente, conforme o presidente da SPRS, Marcelo Pavese Porto. Procure atendimento imediato em caso de prostração acentuada, febre persistente, dificuldade respiratória ou irritabilidade extrema.
Outra indicação é respiração acelerada ou com esforço visível, além de descontinuidade do comportamento habitual da criança. Esses sinais exigem avaliação médica urgente.
Vacinação e cuidados básicos
Especialistas destacam a vacinação contra gripe para todas as crianças a partir de seis meses. A proteção reduz o risco de complicações graves e internações, ainda que não impeça a infecção completamente.
Além da imunização, orienta-se etiqueta respiratória e isolamento de sintomáticos. Crianças com febre ou sintomas gripais não devem frequentar escolas ou creches para evitar disseminação.
Proteção para bebês e medidas de convivência
Para bebês com menos de seis meses, que não podem tomar a vacina, recomenda-se cercamento: evitar aglomerações e reduzir visitas de pessoas com sinais de resfriado, mesmo que leves. Essas práticas ajudam a reduzir a exposição e a transmissão.
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