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Atividade física aumenta sobrevida de pacientes com câncer, aponta estudo

Estudo com dezessete mil pacientes aponta que atividade física reduz o risco de morte em câncer, inclusive para quem era sedentário antes do diagnóstico

Sair da inatividade ajuda a reduzir o risco de morte por câncer
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  • Estudo publicado em fevereiro no JAMA Network analisou mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer (bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto) para avaliar a relação entre atividade física e mortalidade.
  • Pessoas ativas apresentaram menor mortalidade relacionada à doença; o benefício também se observou entre pacientes sedentários que passaram a se exercitar após o diagnóstico.
  • O efeito varia conforme o tipo de câncer, sendo mais evidente em tumores como pulmão, endométrio, bexiga e ovário; em alguns casos, o benefício apareceu mais em quem manteve atividades após a detecção da doença.
  • Qualquer movimento conta: a Organização Mundial da Saúde recomenda ao menos 150 minutos de atividade moderada a intensa por semana, mas até pequenas quantidades já estão associadas a menor risco de morte.
  • O início da prática durante o tratamento pode trazer vantagens, desde que haja orientação adequada e respeitando as condições clínicas do paciente.

O estudo, publicado no JAMA Network em fevereiro, analisou dados de mais de 17 mil sobreviventes de sete tipos de câncer. Avaliou atividade física antes e após o diagnóstico, com média de 2,8 anos de acompanhamento. Constatou menor risco de morte entre os ativos.

Foram incluídos cânceres de bexiga, endométrio, rim, pulmão, boca, ovário e reto. Os dados foram ajustados por idade, sexo, tabagismo e estágio da doença. Em geral, maiores níveis de atividade associaram-se a melhor sobrevivência.

Pacientes sedentários que passaram a se exercitar após o diagnóstico também apresentaram redução de mortalidade, especialmente em câncer de pulmão e reto. O efeito variou conforme o tipo de tumor, com benefício mais consistente para pulmão, endométrio, bexiga e ovário.

Impacto clínico e prática

O estudo indica que a atividade física pode beneficiar a maioria dos pacientes, sem risco de prejuízo. Até mesmo pequenas quantidades de exercício já se associaram a ganhos de sobrevida, segundo os autores.

Do que se trata? como começar

A Organização Mundial da Saúde recomenda pelo menos 150 minutos semanais de atividade moderada. Contudo, qualquer movimento já traz vantagem. Começar devagar, por exemplo 15 minutos diários, é encorajado.

Quando iniciar?

Não há necessidade de esperar o fim do tratamento. Iniciar a prática em diferentes fases da doença é possível, desde que com orientação médica e condições clínicas estáveis.

Dicas práticas

O foco inicial costuma ser atividades aeróbicas leves a moderadas, como caminhada ou bike. O objetivo é manter a adesão, com progressão gradual e escolha de atividades agradáveis.

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