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Casos de hantavírus no Brasil não têm relação com cruzeiros, diz Padilha

Ministro da Saúde afirma que hantavírus no Brasil não tem relação com surto no cruzeiro MV Hondius; cepa andina não circula no país

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anuncia medidas da pasta diante dos casos de intoxicação por metanol Metropoles
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  • O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que os casos de hantavírus no Brasil não têm relação com o surto identificado no cruzeiro MV Hondius.
  • A cepa detectada no cruzeiro é andina e, segundo Padilha, nunca circulou no Brasil; o país registra entre 38 e 45 casos por ano, com sete casos recentes sem relação com o surto internacional.
  • A transmissão ocorre principalmente pela inalação de partículas de fezes, urina ou saliva de roedores silvestres infectados, e os principais sintomas incluem febre, dores musculares e dificuldade respiratória.
  • O Brasil tem estrutura laboratorial para identificar variantes do hantavírus e realizar genotipagem; a Organização Mundial da Saúde não vê risco de pandemia associado ao surto no cruzeiro.
  • No Brasil, Minas Gerais confirmou uma morte por hantavirose (homem de 46 anos, morador de Carmo do Paranaíba) e o Paraná registrou dois casos, investigando outros 11.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, informou nesta segunda-feira que os casos de hantavírus no Brasil não guardam relação com o surto registrado no cruzeiro MV Hondius. Segundo ele, a cepa andina detectada a bordo nunca circulou no país.

Padilha destacou que o hantavírus é conhecido no Brasil há décadas e que a variante identificada no navio internacional pertence a uma cepa associada a regiões dos Andes. Ele informou que há transmissão entre pessoas em casos raros, mas não neste surto brasileiro.

Ainda conforme o ministro, a transmissão ocorre principalmente pela inhalação de partículas de roedores silvestres infectados, presentes em fezes, urina ou saliva. O Brasil conta com estrutura laboratorial para identificar variantes por sequenciamento genético.

O Ministério da Saúde afirmou possuir capacidade para genotipar casos no país. Padilha ressaltou que a Organização Mundial da Saúde não considera risco de pandemia para esse surto específico do cruzeiro.

O alerta internacional surgiu após a OMS confirmar cinco casos ligados ao MV Hondius, que navegava com 147 pessoas entre passageiros e tripulantes. Doze dias após o início da viagem, mortes e suspeitas de transmissão motivaram a suspensão de atividades.

No Brasil, estados informaram casos recentes de hantavirose, mas destacaram que não há relação com o ocorrido no navio. Minas Gerais registrou uma morte de um homem de 46 anos, com contato recente com roedores.

O Paraná confirmou dois casos no estado e investiga outras 11 ocorrências. As autoridades reforçam que não houve mudança no padrão de transmissão nem aumento de risco para a população.

O que é hantavírus

A hantavirose é causada por vírus transmitidos, principalmente, pela inalação de partículas de roedores infectados. Entre os principais sintomas estão febre, dores musculares, dor de cabeça e dificuldade respiratória.

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