- Ju Massaoka, 35 anos, descobriu PMMA no nariz cinco semanas após uma cirurgia para melhorar a respiração, um risco que pode levar à inflamação crônica ou necrose.
- Ela faz sessões diárias de câmara hiperbárica, com oxigênio 100 por cento em ambiente pressurizado, por cerca de uma hora e meia.
- A cirurgia, no início de abril, visava corrigir desvio de septo e reduzir os cornetos nasais; ao acordar, houve forte dor e necessidade de internação prolongada.
- Especialistas alertam que o PMMA não é recomendado para uso estético devido a complicações graves; a remoção completa pode ser difícil e requer diagnóstico por ultrassom especializado.
- Massaoka investiga os prontuários e acredita que o PMMA pode ter sido aplicado após rinoplastia sem o seu consentimento; a respiração melhorou após a retirada do material, mas permanece com uma ferida na ponta do nariz e segue tratamento diário.
O assunto envolve a jornalista Ju Massaoka, de 35 anos, que, cinco semanas após uma cirurgia para melhorar a respiração, descobriu a presença de PMMA no nariz. O episódio ocorreu após uma internação no início de abril, causada por um desvio de septo e redução dos cornetos nasais.
Ao acordar da cirurgia, Massaoka relatou dores na ponta do nariz e precisou permanecer internada para tratamento preventivo contra necrose. Em consultório, o médico explicou a necessidade de procedimentos para evitar complicações graves. A equipe médica acompanha o caso com sessões diárias.
Para acelerar a cicatrização, a jornalista faz uso de uma câmara hiperbárica, com oxigênio 100% em ambiente pressurizado. O protocolo tem duração de cerca de uma hora e meia por sessão, realizada 2 a 3 vezes ao dia, conforme orientação médica.
Riscos e posicionamentos sobre o PMMA
A Sociedade Brasileira de Dermatologia e a SBCP não recomendam o uso estético do PMMA devido a complicações graves, como inflamação crônica e necrose. A substância pode permanecer no organismo por anos e causar deformidades permanentes.
Especialistas ressaltam que muitos pacientes não sabem qual produto foi aplicado, dificultando o diagnóstico. O ultrassom dermatológico ou mapeamento por radiologistas pode ajudar a identificar a presença da substância.
Situação clínica e desdobramentos
A remoção do PMMA envolve também retirar tecido saudável, o que pode deixar cicatrizes. Em muitos casos, várias etapas de tratamento são necessárias e a remoção completa pode não ser viável.
Massaoka analisou o histórico médico para entender a origem do preenchimento. Embora não haja confirmação de quando o PMMA foi introduzido, tudo indica aplicação posterior a uma rinoplastia, sem comunicação adequada à paciente.
Estado atual e plano futuro
Mesmo com avanço na cicatrização, a jornalista permanece com uma ferida na ponta do nariz, sob curativo constante. Espera-se que a ferida feche em cerca de um mês e que seja definido, após novos exames, se há necessidade de mais remoções.
A respiração melhorou após a retirada do material inflamatório, sugerindo que a inflamação sistêmica era um fator. Massaoka também tem recebido apoio psicológico e utiliza medicação controlada para lidar com a angústia do caso.
Reconhecimento e apoio
A apresentadora Ana Maria Braga tem apoiado publicamente a colega, mantendo-a em tela sem afastamento. Massaoka afirma que a situação pode exigir cirurgia reparadora no futuro, dependente da evolução da cicatrização.
As informações sobre o caso destacam a importância de orientação médica adequada e de avaliação cuidadosa de preenchimentos estéticos. O acompanhamento médico continua até a conclusão do tratamento.
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