- Dermatilomania é transtorno de escoriação com compulsão de cutucar a própria pele, associada à ansiedade e a problemas emocionais, afetando cerca de 1,4% da população mundial.
- Gatilhos comuns incluem estresse, ansiedade, tédio e pele pré-existente, como acne ou eczema; o comportamento pode causar sofrimento emocional e isolamento social.
- As consequências incluem crostas, infecções graves e, em alguns casos, necessidade de antibióticos; cicatrizes podem exigir tratamento profissional, como lasers.
- O tratamento costuma ser multiprofissional, com psicólogo e psiquiatra; envolve identificar gatilhos, impulsos e pensamentos, além de estratégias comportamentais.
- A condição pode ocorrer em qualquer idade e geralmente não é isolada, estando associada a outros transtornos psicológicos.
Dermatilomania, também conhecida como transtorno de escoriação, é a compulsão de cutucar ou ferir a própria pele de forma repetitiva. A prática costuma surgir como tentativa de reduzir ansiedade, tensão emocional ou incômodos relacionados à aparência da pele.
Especialistas destacam que o comportamento pode gerar feridas, infecções e cicatrizes permanentes. A prevalência mundial está estimada em cerca de 1,4%, com forte relação a quadros de ansiedade e dificuldades emocionais.
O que é e quem está envolvido
A dermatologista Dra. Glauce Eiko explica que a doença tem causa exata desconhecida e pode envolver fatores genéticos, diferenças estruturais no cérebro e gatilhos ambientais. Entre eles estão estresse, ansiedade, tédio e pele pré-existente como acne ou eczema.
Conforme a médica, a condição não é apenas um hábito, pois pode trazer sofrimento emocional e impacto social. Crostas, infecções graves e necessidade de tratamentos como lasers podem ocorrer, dependendo da gravidade.
Desafios e gatilhos
A dermatilomania pode aparecer em qualquer fase da vida e raramente ocorre isoladamente, geralmente associada a outros distúrbios psicológicos. Pensamentos impulsivos podem fazer o paciente sentir que há algo fora do lugar que precisa ser consertado.
O desejo de cutucar pode ser tão intrusivo que afeta a atenção, o relaxamento e o sono. Em momentos de estresse, o comportamento pode se intensificar, aumentando o prejuízo emocional e social.
Caminhos de manejo
Especialistas sugerem rotina de cuidados com a pele e distância de estímulos visuais que estimulem o ato. Medidas práticas incluem evitar inspeção excessiva no espelho e manter as unhas curtas, bem como usar hidratantes para as mãos.
A principal linha de tratamento envolve uma abordagem multiprofissional com psicólogo e psiquiatra. Identificar gatilhos, monitorar impulsos e compreender as emoções em torno do ato são passos importantes.
O acompanhamento profissional ajuda a planejar estratégias, reconhecer padrões e buscar intervenções adequadas. A adesão a tratamento pode reduzir a frequência de episódios e melhorar a qualidade de vida.
Por Pedro Del Claro
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