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Equipe que tratava paciente com hantavírus na Holanda fica em quarentena após erro

Doze funcionários de hospital holandês ficam em quarentena por seis semanas após falhas nos procedimentos de coleta de sangue e descarte de urina de paciente com hantavírus

Fachada do hospital Radboudumc, em Nijmegen (Holanda), onde equipe que tratava paciente com hantavírus foi colocada em quarentena após erro de procedimento
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  • Doze funcionários do Hospital Universitário Radboud, em Nijmegen, foram colocados em quarentena por seis semanas após falhas nos procedimentos de coleta de sangue e descarte de urina de um médico que tratava o paciente com hantavírus do cruzeiro MV Hondius.
  • O paciente transferido para a Holanda permanece estável e em isolamento; o teste de 6 de maio confirmou a cepa andina do hantavírus.
  • Até o momento, a Organização Mundial da Saúde aponta sete casos confirmados entre os passageiros do navio, com três mortes.
  • O desembarque dos passageiros terminou nesta segunda-feira; 94 pessoas foram retiradas no domingo, em oito voos, e neste segunda houve mais dois voos rumo à Holanda, com 21 tripulantes e dois médicos da OMS, além de seis passageiros que seguirão para a Austrália.
  • A OMS recomendou quarentena de quarenta e dois dias para todos os passageiros do navio a partir deste domingo.

Doze funcionários do Hospital Universitário Radboud, em Nijmegen, foram colocados em quarentena por seis semanas. Eles atuaram na assistência a um paciente com hantavírus ligado ao cruzeiro MV Hondius. O afastamento ocorre após falhas constatadas nos procedimentos de coleta de sangue e descarte de urina.

O paciente, médico do navio, apresentou sintomas em 30 de abril. Foi removido da embarcação durante escala próxima a Cabo Verde e transferido para a Holanda, onde segue estável em isolamento. Um teste em 6 de maio confirmou a cepa andina do hantavírus.

O diagnóstico complica o quadro internacional: a OMS confirma sete casos entre passageiros, com três mortes. O desembarque no fim de semana envolveu 94 pessoas removidas e oito voos. Dois novos voos partiram para a Holanda com hospitalização de tripulação e médicos da OMS.

Protocolo de monitoramento e impacto

A OMS recomendou quarentena de 42 dias para todos os passageiros do navio a partir deste domingo. O cruzeiro saiu da Argentina em 1º de abril, com 149 pessoas a bordo de 23 nacionalidades. O vírus costuma transmitido por roedores, com transmissões entre pessoas raras, em casos da cepa Andes.

A transmissão ocorre principalmente pela inalação de aerossóis contaminados ao lidar com urina, fezes ou saliva de roedores. Ratos urbanos são mais ligados à leptospirose do que ao hantavírus. Autoridades seguem investigando possíveis exposições a bordo.

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