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Estudo aponta riscos persistentes do consumo regular de ultraprocessados

Relatório da Sociedade Europeia de Cardiologia associa consumo regular de ultraprocessados a aumento do risco de doenças cardíacas (até 19%) e de morte por causas cardiovasculares (65%), mesmo quando rotulados como saudáveis

Médico
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  • Um relatório da Sociedade Europeia de Cardiologia alerta para os riscos dos alimentos ultraprocessados à saúde do coração.
  • O estudo associa o consumo regular desses produtos a até 19% mais chance de desenvolver doenças cardíacas e até 65% mais probabilidade de morrer por causas cardiovasculares.
  • Produtos com rótulo “saudável” podem esconder perigos se forem altamente processados.
  • Além de calorias, açúcar e sal, esses alimentos têm aditivos, contaminantes e estrutura alterada, o que pode provocar inflamação, disfunções metabólicas e alterações na microbiota.
  • A prevenção deve considerar os efeitos dos ultraprocessados, indo além da contagem de nutrientes básicos.

Um relatório abrangente da Sociedade Europeia de Cardiologia analyzed os impactos dos alimentos ultraprocessados (AUP) na saúde cardíaca. O estudo reúne evidências recentes e aponta associação direta entre consumo regular de AUP e maior risco de doenças cardíacas.

Segundo o documento, adultos que consomem mais ultraprocessados apresentam até 19% a mais de chance de desenvolver doenças cardíacas e até 65% de risco maior de morte por causas cardiovasculares, em comparação com quem prefere alimentos naturais ou minimamente processados.

A pesquisa explica que o problema vai além de calorias, açúcar ou sal. Alimentos ultraprocessados possuem estrutura física alterada, muitos aditivos e contaminantes, capazes de provocar inflamação crônica, disfunções metabólicas e mudança na microbiota intestinal.

De acordo com a autora Dra. Marialaura Bonaccio, a prevenção deve considerar padrões alimentares amplos, não apenas a contagem de macronutrientes. O estudo ressalta que produtos comercializados como saudáveis podem esconder riscos quando muito processados.

O relatório descreve ainda mecanismos biológicos que ligam o consumo de AUP a alterações no peso, hipertensão e resistência à insulina, contribuindo para o incremento do risco cardiovascular ao longo do tempo. As conclusões reforçam a importância de escolhas alimentares menos processadas.

Autoridades destacam que as evidências são consistentes em diversas populações e destacam a necessidade de políticas públicas que reduzam a disponibilidade de AUP e incentivem dietas mais naturais, com foco na saúde cardíaca.

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