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Falta de vacina deixa pecuária em alerta: entenda o motivo

Falta de vacina contra clostridiose coloca a pecuária em alerta: risco de surtos, solo contaminado por décadas e agravado pela seca com maior concentração de animais

Vacina contra clostridiose está em falta?
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  • A falta de vacinas contra a clostridiose no Brasil acendeu um alerta na pecuária, com produtores enfrentando dificuldade para manter o calendário sanitário.
  • A ausência de imunização aumenta o risco de surtos da doença e de mortes súbitas nos animais.
  • O Clostridium pode permanecer vivo no solo por décadas, contaminando áreas e elevando o risco sanitário ao longo do tempo.
  • Com a seca, há maior concentração de animais em confinamentos, o que facilita a disseminação da doença.
  • A prevenção é fundamental para o bem-estar animal e para a saúde do sistema produtivo; Carmen Perez atua na fazenda Orvalho das Flores, ligada ao Grupo Etco e à Unesp, desenvolvendo pesquisa e práticas do bem-estar.

A escassez de vacinas contra a clostridiose no Brasil acende o alerta na pecuária. Produtores relatam dificuldade para encontrar o produto e manter o calendário sanitário do rebanho, o que pode comprometer a prevenção da doença.

Especialistas apontam que a falta de vacinação eleva o risco de surtos e mortes súbitas em animais. Estudos indicam ainda que o Clostridium pode permanecer ativo no solo por décadas, aumentando o potencial de contaminação ao longo do tempo.

Com a seca em curso, a concentração de animais em confinamento aumenta, favorecendo a disseminação da doença. A previsão é de agravamento do cenário sanitário caso as vacinas continuem indisponíveis, reforçando a importância da prevenção como pilar do bem-estar animal.

A prevenção é destacada como base do bem-estar na produção agropecuária. Sem vacinação, o risco sanitário se propaga pelo sistema produtivo, impactando a saúde animal e a eficiência das práticas de manejo.

Carmen Perez atua como pecuarista e pesquisadora em bem-estar animal. Há 14 anos, coordena pesquisas na fazenda Orvalho das Flores, no Centro-Oeste, em parceria com o Grupo Etco da Unesp de Jaboticabal e universidades internacionais. Também presidiu o Núcleo Feminino do Agronegócio em 2017/2018.

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