- Estudo da Universidade de Navarra, em Pamplona, avaliou mais de 1.700 adultos com medidas de telômeros em 2008 e 2015 e o consumo total de polifenóis.
- Em comparação com os que menos polifenóis consumiram, os que tiveram maior ingestão apresentaram 52% menor risco de telômeros curtos.
- Consumo moderado de café (até uma xícara por dia) associou-se a 26% menor risco de telômeros curtos em relação a quem não consome café.
- Quatro a cinco porções de fruta por dia também estiveram ligada a menor risco, com quem mais fruta consumiu apresentando 29% menos telômeros curtos.
- Outros alimentos ricos em polifenóis, como azeite, vinho tinto e vegetais, não mostraram efeito significativo sobre o risco de telômeros curtos.
Mais de 1.700 adultos participaram de um estudo que acompanhou a extensão dos telômeros em amostras coletadas em 2008 e 2015. A pesquisa avaliou também o consumo total de polifenóis na dieta.
Os pesquisadores da Universidade de Navarra, em Pamplona, na Espanha, observaram que pessoas com maior ingestão de polifenóis tinham menor probabilidade de apresentar telômeros mais curtos. Telômeros mais curtos estão ligados a envelhecimento celular e a doenças relacionadas à idade.
O estudo foi apresentado no Congresso Europeu de Obesidade, realizado em Istambul, destacando uma redução de 52% no risco de telômeros curtos entre quem mais consumiu polifenóis, em comparação com quem menos ingeriu.
Consumir café moderadamente (até uma xícara por dia) mostrou associação com 26% menos risco de telômeros curtos frente a não consumidores. Comer quatro a cinco porções de fruta ao dia também reduziu o risco, com queda de 29% entre os maiores consumidores.
Outros alimentos ricos em polifenóis, como azeite, vinho tinto e legumes, não apresentaram efeito significativo sobre o comprimento dos telômeros segundo os autores.
Telômeros mais curtos têm sido ligados a maior probabilidade de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, alguns tipos de câncer e maior mortalidade geral, reforçando a importância de fatores de risco relacionados ao envelhecimento.
Líder do estudo, Isabella Kury Guzmán, disse que os resultados apontam para uma mensagem mais ampla: uma dieta rica em polifenóis, somada a escolhas alimentares cotidianas, pode apoiar o envelhecimento celular mais saudável, sem depender de um único alimento.
Para especialistas externos, as descobertas corroboram a relação entre polifenóis e redução do risco de doenças associadas à idade. Contudo, há ressalvas sobre a mensuração precisa da ingestão de polifenóis e a necessidade de mais estudos clínicos.
Kuhnle, professor da University of Reading, alertou que é difícil separar os efeitos dos polifenóis dos benefícios de uma dieta vegetal mais ampla, já que frutas e verduras são as principais fontes desses compostos.
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